Em live, o senador afirmou que usará o Congresso como 'trincheira' e que vai articular deputados e senadores. Foi sua primeira aparição nas redes desde que desembarcou nos EUA na quarta-feira.
O senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou em live nesta sexta-feira (30) que pretende usar o Congresso Nacional como “trincheira” diante do governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o registro da transmissão, a declaração marcou a primeira aparição do senador nas redes sociais desde que deixou o Brasil e desembarcou nos Estados Unidos na última quarta-feira (28).
Durante a transmissão, o senador disse que pretende articular deputados e senadores para formar essa “trincheira” no Parlamento.
“Vamos fazer nossa trincheira no Congresso. Deputados e senadores, vocês agora estão comigo para evitar que o mal no nosso país não aconteça”.
Na mesma live, ele comentou a forma como saiu do país.
“Digo que não saí do Brasil, saí pelo Brasil”.
O senador afirmou também que indicará o deputado Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado na vaga atualmente ocupada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP). O texto da transmissão lembrou que, em fevereiro de 2027, termina o biênio de Alcolumbre à frente do Congresso e que os senadores votarão para decidir o próximo presidente da Casa.
Sobre o resultado da eleição presidencial de domingo (25), ele disse não concordar com o desfecho e voltou a criticar a atuação do adversário nas urnas.
“Não concordo com o resultado das eleições. Foram vários gols de mão que meu adversário fez e que não foram anulados pelo var, jogou completamente fora da legislação eleitoral”.
O senador relatou que tomou a decisão de deixar o país na segunda-feira (26), depois que a Polícia Federal solicitou a entrega dos seus passaportes para impedir a saída do Brasil. Em seguida, explicou que discutiu a decisão com a família antes de viajar.
“Em conversa com a minha família decidi tomar esta decisão. Não foi fácil, mas entendi qual era o cenário e dei um passo atrás para dar dois para frente”.
Ao encerrar a transmissão, ele agradeceu pelos votos recebidos durante a campanha e ressaltou o número de apoiadores que diz ter obtido.
“Muitas coisas são sem explicação nesta eleição, matemáticamente impossíveis se não fosse um ‘gol de mão’. Mas é uma honra ver que tive 60 milhões de votos e saber que meus eleitores vieram de pessoas reais”.
As falas do senador reúnem posicionamentos políticos e explicações pessoais sobre sua saída do país, e indicam a estratégia do grupo político do PL para os próximos meses no Legislativo. O tema deve continuar em pauta à medida que se aproximarem as votações internas do Congresso e o término do biênio em fevereiro de 2027.
