O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou em um vídeo publicado nesta quinta-feira (25) que ele e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, compartilham o objetivo de “livrar o Brasil das mãos do PT”. A fala ocorreu em meio a uma polêmica entre os dois, que teve início com um vídeo divulgado por Michelle na quarta-feira (24).
Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou que Flávio a “apunhalou” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE), presidente do PL no Ceará. Fernandes havia manifestado apoio ao pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), o qual, segundo Michelle, fez acusações de corrupção contra Flávio e seus irmãos, chamando-os de “ovos de serpentes nazistóides”.
Em sua publicação, Flávio também afirmou que o convite para uma reunião com lideranças femininas de direita, organizada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), permanece válido. Ele enfatizou: “O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT”.
“Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo. Defendendo André Fernandes e, em consequência, apoiando a aliança com Ciro”, comentou Michelle sobre a situação.
A tensão familiar foi ampliada, já que os irmãos de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, também publicaram textos críticos em relação a Michelle, levando a ex-primeira-dama a perceber um padrão coordenado nas postagens. “Não foi só ele, os irmãos vieram juntos – de forma coordenada – com textos bem parecidos uns com os outros. Pareceu combinado, premeditado.”
Michelle ainda mencionou que checou seu celular em busca de mensagens ou ligações perdidas de Flávio, na esperança de que ele tivesse tentado contatá-la antes de se manifestar publicamente. “Peguei o telefone e procurei mensagens do Flávio, ligação perdida, procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil. Não tinha nada”, acrescentou.
Por fim, a ex-primeira-dama ressaltou que Flávio visita sua casa frequentemente e, se realmente quisesse seu apoio, teria se manifestado. “O Flávio vai para a minha casa toda semana, mais de uma vez, se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida. Não o procurei mais também.”
