Final do Baianão atraiu um público expressivo à Arena Fonte Nova, onde o Bahia venceu o Vitória por 2 a 1 e conquistou o título de 2026; após o apito final, o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, elogiou a festa nas arquibancadas e comentou sobre a possibilidade de retomada da torcida mista nos clássicos.
Final do Baianão: presidente da FBF celebra festa e avalia torcida mista
O clássico Ba-Vi, que encerrou o Campeonato Baiano de 2026, foi marcado por arquibancadas lotadas e clima de celebração dentro e fora de campo. Segundo Ricardo Lima, a grande presença de torcedores reforça a relevância da competição estadual. “Vi uma comoção muito grande durante a semana. Bahia e Vitória se envolveram com a grandeza do campeonato, e isso me deixa muito feliz”, declarou o dirigente.
O mandatário destacou que a atmosfera festiva coroa o esforço dos clubes, da federação e dos patrocinadores em valorizar o torneio. Para Lima, a final serviu como vitrine da força do futebol baiano e demonstrou que, mesmo em calendário apertado, o estadual desperta interesse popular.
Questionado sobre o retorno da torcida mista, o presidente da FBF afirmou que a entidade está pronta para acatar a medida assim que houver sinal verde dos órgãos responsáveis pela segurança. “É um diálogo constante com o Ministério Público, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar. Quando eles entenderem que é possível, estaremos preparados para cumprir a recomendação”, enfatizou.
A definição sobre o compartilhamento das arquibancadas depende de estudos de risco e de infraestrutura. Experiências recentes em outros estados, apontadas em levantamento do Globo Esporte, mostram que o formato pode ser implementado desde que existam protocolos rígidos e planejamento prévio das autoridades.
Enquanto aguarda o posicionamento oficial, a FBF pretende intensificar o diálogo com clubes e torcida organizada para avaliar ajustes logísticos, como setores exclusivos de acesso, reforço no efetivo policial e campanhas de conscientização que estimulem o respeito mútuo entre as duas torcidas.
Para os dirigentes, a adoção da torcida mista poderia ampliar a receita dos clubes com bilheteria e patrocínios, além de fortalecer a imagem do futebol baiano como espaço de convivência pacífica. Caso seja aprovado, o novo modelo deve estrear em jogos de menor grau de risco antes de ser aplicado novamente nos clássicos Ba-Vi.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
