Fábio Mota afirma que Vitória não pode cair nas mãos de aventureiro — Em declaração recente sobre a corrida eleitoral no Esporte Clube Vitória, o presidente Fábio Mota subiu o tom contra o adversário Marcone Amaral e reiterou que o clube “não pode correr o risco de cair nas mãos de um aventureiro”.
Fábio Mota afirma que Vitória não pode cair nas mãos de aventureiro
A disputa pela presidência do Esporte Clube Vitória ganhou novo capítulo quando Fábio Mota, atual mandatário rubro-negro, acusou a oposição de usar a política do clube como plataforma eleitoral. O dirigente criticou a proposta de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ventilada por grupos que apoiam Marcone Amaral e classificou o projeto como “aventura arriscada”.
Segundo Mota, o deputado estadual deveria renunciar ao mandato antes de pleitear o cargo no Leão. “Não dá para ser deputado e presidente do Vitória ao mesmo tempo, essa conta não fecha”, disparou o dirigente.
Cobrança por renúncia e dedicação exclusiva
O presidente lembrou ter deixado a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador quando assumiu o clube. “Se ele quisesse mesmo ser presidente, já teria largado o mandato. A torcida sabe quem esteve aqui nas horas difíceis”, afirmou.
Lembrança da passagem pela Série C
Mota recordou o período em que o Vitória enfrentou grave crise financeira na Série C. De acordo com o dirigente, não houve ajuda externa para quitar dívidas nem o transfer-ban que impedia inscrições de atletas. “Quando passávamos a listinha para pagar contas, ninguém apareceu”, ressaltou, reforçando que a proposta de investidores nunca foi apresentada na época mais crítica.
O presidente também mencionou que deputados poderiam ter destinado emendas parlamentares para auxiliar o clube, mas não o fizeram. Para ele, a mobilização atual demonstra interesse eleitoral e não compromisso esportivo.
Contexto da eleição rubro-negra
A eleição no Vitória está prevista para o segundo semestre de 2025, com dois nomes confirmados: o próprio Fábio Mota, que busca a reeleição, e Marcone Amaral, ex-zagueiro e hoje deputado estadual. Ambos prometem projetos de modernização, mas divergem na forma de captação de recursos e no modelo de SAF.
Especialistas em gestão esportiva alertam que, desde a aprovação da Lei da SAF, clubes brasileiros avaliam a venda de participação acionária como alternativa para reduzir dívidas e atrair investimentos. Como mostrou reportagem do ge.globo, o Vitória superou recente bloqueio de transferências após renegociar débitos trabalhistas.
Para Mota, porém, qualquer negociação deve passar pela análise minuciosa do Conselho Deliberativo e pela aprovação dos sócios. Ele reiterou que não se opõe a investidores, mas descarta “soluções milagrosas” que possam comprometer o futuro da instituição.
O clima eleitoral promete esquentar nos próximos meses, com novos debates programados entre os candidatos e apresentação de planos de gestão. O resultado definirá quem comandará o clube no período 2026-2028.
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Crédito da imagem: Victor Ferreira/EC Vitória
Fonte: Futebol Baiano
