A Força Aérea Brasileira vai ampliar parcerias com empresas e universidades para desenvolver drones 100% nacionais. A meta é dominar tecnologias críticas e fortalecer a indústria de defesa do país.
A Força Aérea Brasileira (FAB) planeja ampliar seus investimentos no desenvolvimento de drones nacionais. O objetivo é reduzir a dependência tecnológica e fortalecer a cadeia produtiva industrial no setor de defesa do país.
A iniciativa envolve parcerias com empresas brasileiras, universidades e centros de pesquisa para criar sistemas aéreos remotamente pilotados que atendam às necessidades das Forças Armadas e de outros setores estratégicos.
“A expansão do emprego operacional de drones exige que o Brasil domine tecnologias críticas, como sistemas de navegação, sensores, comunicações seguras e propulsão”, afirmou a FAB.
A Força Aérea espera, assim, depender menos de fornecedores estrangeiros e garantir maior autonomia em áreas sensíveis para a defesa nacional.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Entre os projetos em andamento, destaca-se o desenvolvimento de aeronaves remotamente pilotadas para missões de inteligência, vigilância, reconhecimento, busca e salvamento. Em fevereiro deste ano, a FAB firmou um protocolo de intenções com a empresa carioca Stella Tecnologia para ampliar a cooperação no setor de drones de aplicação dual, que poderão ser usados tanto em operações militares quanto civis.
Essa medida ocorre após outra iniciativa da indústria nacional: o primeiro voo do drone Albatroz Vortex, que é equipado com uma turbina a jato desenvolvida integralmente no Brasil. O projeto contou com apoio da FAB e do Ministério da Defesa, sendo considerado um passo importante para a autonomia tecnológica do setor aeroespacial brasileiro.
A estratégia da FAB também inclui investimentos em parques tecnológicos e programas de capacitação profissional. Um dos destaques é o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), que reúne instituições públicas e privadas para impulsionar pesquisas em drones, satélites, inteligência artificial e outras tecnologias de ponta.
Para a FAB, o fortalecimento da indústria nacional de drones não se limita à área militar. A expectativa é que os projetos gerem empregos qualificados, estimulem a inovação e ampliem a competitividade brasileira em um mercado global cada vez mais estratégico.
