Administração Trump estuda operação contra Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) no Mali, sem aprovação da Casa Branca. A proposta gerou divisões em Washington em meio à piora da segurança sob a junta desde 2021.
A administração do presidente Donald Trump está avaliando uma possível operação militar no Mali, conforme informações divulgadas recentemente. A proposta visa o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), uma organização afiliada à Al-Qaeda que intensificou suas atividades no Sahel.
De acordo com fontes, a iniciativa ainda não recebeu aprovação da Casa Branca. A ideia gera divisões entre membros do governo dos EUA, e não há um consenso sobre a realização da ação militar. Esse debate ocorre em um contexto de crescente deterioração da segurança no Mali, que desde 2021 é controlado por uma junta militar que cortou laços com países ocidentais e se aproximou de Moscou.
Nos últimos meses, o JNIM tem aumentado sua ofensiva e realizado ataques em várias regiões do Mali. A reportagem indica que os combatentes do grupo chegaram a atuar na capital, Bamako, e conquistaram uma cidade estratégica no norte, após confrontos com as forças malinesas e com tropas russas.
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Atualmente, o JNIM é considerado um dos principais grupos militares da região do Sahel e tem ampliado suas operações para além das fronteiras do Mali, visando também países da costa da África Ocidental. Na região, a organização compete por influência com uma filial do Estado Islâmico.
Se os Estados Unidos decidirem pela intervenção militar, isso poderá aumentar o risco de incidentes com as forças russas, que estão presentes no Mali através de um contingente vinculado ao Ministério da Defesa, oferecendo apoio ao governo local no combate aos grupos insurgentes.
Quando questionado sobre a possível ação armada, o Departamento de Estado dos EUA não forneceu informações claras sobre o apoio a essa iniciativa. O secretário de Estado, Marco Rubio, limitou-se a reafirmar a condenação das atividades do JNIM na região.
Se a operação for autorizada, o Mali se tornará o oitavo país a receber ações militares dos EUA desde o início do segundo mandato de Trump. Durante esse período, os Estados Unidos já realizaram operações em países como Iémen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela.
