O Departamento de Estado americano criticou a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF, apontando 'lawfare' contra opositores no Brasil. A declaração foi divulgada à Reuters e repercutida pelo próprio ex-deputado.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos manifestou críticas à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações destacam preocupações sobre alegações de “perseguição e manipulação jurídica” contra opositores políticos no Brasil.
Em entrevista à Reuters, um porta-voz do órgão norte-americano afirmou que a condenação de Eduardo Bolsonaro é parte de um “padrão de perseguição e guerra jurídica (lawfare) dos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos”.
Nas redes sociais, Eduardo repercutiu a declaração dos EUA e expressou satisfação com a posição. Em um vídeo publicado na plataforma X, ele afirmou que o STF tem censurado diversas pessoas, emitido mandados de prisão, cancelado passaportes e até prendido “senhorinhas”.
“É oficial: maior democracia do mundo reconhece que sou PERSEGUIDO POLÍTICO”, escreveu Eduardo em seu perfil.
O político também questionou: “Vocês acham que a maior democracia do mundo, o farol da liberdade, os Estados Unidos, não estariam atentos a esse tipo de conduta totalmente ideológica?” Ele ainda criticou a atuação do STF e do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que a luta continuará.
Além disso, um representante do governo Donald Trump destacou que “debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações judiciais”, reforçando as críticas à Justiça brasileira.
No dia 16 de junho, a 1ª Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, com a votação unânime dos ministros. A pena estabelecida foi de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. A Defensoria Pública da União, que assumiu a defesa por falta de advogado indicado, ainda pode recorrer da decisão.
Os magistrados argumentaram que o ex-deputado tentou estimular sanções dos EUA contra autoridades brasileiras e pressionou integrantes do STF para influenciar o julgamento sobre os atos de 8 de janeiro, que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro, seu pai, e dificultaram sua responsabilização.

