Revisão de 350+ estudos na Cell Press Blue sugere que reduzir proteínas melhora a saúde e aumenta a longevidade. Pesquisadores, incluindo Dudley Lamming, dizem que nem todos se beneficiam de dietas ricas em proteína.
Os alimentos e bebidas ricos em proteínas têm ganhado destaque nas prateleiras dos supermercados, sendo promovidos como opções saudáveis para aumentar a saciedade. No entanto, uma revisão de mais de 350 estudos científicos, publicada na revista Cell Press Blue, revela que essa abordagem pode não ser benéfica para todos.
O levantamento analisou os efeitos da restrição de proteínas no processo de envelhecimento e associou a menor ingestão desse nutriente a benefícios para a saúde, com evidências de que a prática pode até aumentar a expectativa de vida.
Dudley Lamming, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison e coautor do estudo, destaca que, embora a proteína seja importante para o crescimento muscular e para melhorar a resposta aos exercícios, a maioria da população é sedentária. Segundo ele, muitas pessoas consomem mais proteínas do que realmente necessitam, o que pode ter consequências negativas.
Os autores do estudo identificaram quatro fatores pelos quais a redução da ingestão de proteínas pode desacelerar o envelhecimento: melhora do metabolismo, alteração da resposta celular aos nutrientes, redução de danos às células e preservação do funcionamento celular saudável.
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Entretanto, a pesquisa também ressalta que uma dieta com baixa proteína não é adequada para todos. Estudos indicam que um maior consumo desse nutriente pode ajudar na perda de peso e reduzir a perda de massa muscular em idosos que praticam atividades físicas.
Essas descobertas levaram autoridades de saúde dos Estados Unidos a reavaliar e ampliar as recomendações diárias de proteínas neste ano. Lamming observa que gestantes e muitos idosos têm necessidades aumentadas desse nutriente.
Além disso, o pesquisador menciona que atletas geralmente consomem grandes quantidades de proteína sem desenvolver problemas metabólicos, pois a prática regular de exercícios ajuda a proteger o organismo dos efeitos negativos do excesso de proteína.
Por outro lado, os alimentos enriquecidos com proteínas não apresentam os mesmos resultados positivos para adultos sedentários. Lamming defende que as recomendações nutricionais devem ser adaptadas conforme a idade e o nível de atividade física de cada indivíduo.
