A deputada, 3ª maior votada em 2026, diz que pode migrar ao PT em 2027 após o PSOL ser barrado na cláusula de barreira. Hilton atribuiu o desempenho coletivo a decisões internas da direção durante a campanha.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) admitiu a troca de legenda em direção ao PT em 2027. A declaração ocorreu em meio à avaliação da parlamentar sobre o desempenho do Psol nas eleições de 2026, quando a sigla naufragou na cláusula de barreira.
A deputada obteve a terceira maior votação do país para a Câmara dos Deputados em 2026, desempenho individual que contrastou com a queda nacional do partido. Hilton relacionou o resultado coletivo do Psol a decisões internas tomadas durante a campanha.
Entre as críticas apontadas, a parlamentar criticou a recusa da direção da sigla em fechar uma federação com o PT e também mencionou o que considerou um uso inadequado dos recursos públicos com candidaturas de baixo potencial eleitoral.
“O Psol passou, inclusive, a financiar candidaturas, com recursos muito altos, com baixo potencial eleitoral, quando deixou de cobrir outras candidaturas que tinham potencial”
Ao tratar da sucessão de personagens e estratégias digitais, a deputada reconheceu semelhanças táticas com outros parlamentares que obtiveram grande votação. Ela citou pontos em comum com os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que foram os dois nomes mais votados do país, sobretudo na forma de atuar nas redes sociais para mobilizar público, apesar de representarem posições políticas opostas.
Hilton também apontou tropeços na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. Segundo a deputada, a equipe presidencial falhou na comunicação e deixou de explorar nas redes sociais as entregas do governo, o que teria prejudicado a visibilidade do projeto eleitoral.
“Eu acho que mudaria de partido se houver a necessidade.”
A perspectiva de mudança de legenda para 2027 foi apresentada como uma possibilidade, condicionada ao cenário político e às necessidades da parlamentar. Não houve, no conteúdo divulgado, indicação de prazos formais de filiação nem confirmação de negociação fechada.
Os pontos levantados por Hilton — resultado pessoal expressivo, avaliação negativa do desempenho do Psol na cláusula de barreira, críticas à direção partidária e observações sobre estratégias digitais — devem influenciar o debate interno da sigla e as articulações para o próximo ciclo político, incluindo alianças e eventuais mudanças de quadro partidário.

