Erick assume função de primeiro volante e aumenta disputa no Bahia O meio-campista tricolor, conhecido pela versatilidade ofensiva, foi deslocado para a posição de camisa 5 e, mesmo recuado, manteve o impacto nos ataques do Esquadrão.
Erick assume função de primeiro volante e aumenta disputa no Bahia
Contratado em 2025, Erick rapidamente se encaixou no modelo de Rogério Ceni ao atuar como meia de chegada e até lateral-direito. Na temporada 2026, recuperado da lesão sofrida no ano anterior, o camisa 14 voltou a se destacar no Estadual, marcando quatro gols e distribuindo duas assistências durante a formação alternativa usada pelo técnico.
A mudança tática ocorreu após a saída de Rezende e as ausências de Caio Alexandre e Gilberto. Para preencher as lacunas, Ceni optou por testar Acevedo na lateral-direita e recuar Erick para a faixa central mais defensiva. O resultado foi imediato: no clássico Ba-Vi, o atleta acertou dois chutes no travessão e obrigou a defesa rubro-negra a se preocupar simultaneamente com suas infiltrações e as de Jean Lucas.
Segundo números divulgados pelo clube, Erick trocou 36 passes certos na partida, sendo 19 no campo ofensivo. Além disso, finalizou três vezes e participou diretamente na construção de jogadas que culminaram em chances claras de gol. No confronto seguinte, no Beira-Rio, ele driblou três marcadores antes de servir Willian José, lance decisivo para o triunfo tricolor.
A polivalência agrada a Ceni, que exaltou o atleta em coletiva: “Eu adoro jogador que cumpre mais de uma função”. O treinador agora dispõe de três perfis distintos para a mesma posição: Erick, com chegada agressiva à área rival; Caio Alexandre, especialista em passes de ruptura; e Acevedo, o mais marcador do trio. A variedade permite ao Bahia adaptar-se ao adversário sem perder consistência tática.
Erick soma 11 gols acumulados pelo clube e, mesmo como primeiro volante, continua figurando entre os artilheiros do elenco. A capacidade de manter participação ofensiva enquanto auxilia na saída de bola eleva a concorrência interna e oferece novas soluções para o treinador.
Com o calendário apertado do Brasileirão, Ceni deverá alternar peças conforme características de cada partida, mantendo Erick, Caio Alexandre ou Acevedo como opções intercambiáveis. A disputa, contudo, parece longe de se definir, já que o desempenho do camisa 14 reforça a urgência de espaço para seu faro de gol, mesmo partindo de trás.
Para saber como essa batalha pela titularidade influencia as próximas rodadas e conferir outras análises do futebol baiano, acesse a editoria de Esportes e acompanhe as atualizações diárias.
Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
