Eleições no Peru: vantagem de Sánchez sobre Keiko cai para 7 mil votos A apuração presidencial peruana segue apertada, com Roberto Sánchez mantendo pouco mais de 7 mil votos à frente de Keiko Fujimori após 97,8% das urnas contabilizadas, segundo dados oficiais divulgados na quarta-feira (10 de junho).
Eleições no Peru: vantagem de Sánchez sobre Keiko cai para 7 mil votos
Com 27,3 milhões de eleitores registrados, o escrutínio peruano permanece indefinido. O órgão eleitoral peruano, Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), indica que Sánchez detém 50,020% dos votos válidos, enquanto Keiko alcança 49,980%. A diferença, que já foi superior a 40 mil cédulas nas 24 horas anteriores, reduziu-se drasticamente à medida que atas provenientes do exterior e de áreas urbanas chegaram ao sistema.
No início da contagem, quando apenas 20% das urnas haviam sido processadas, Keiko Fujimori chegou a liderar por 200 mil votos, impulsionada pelo rápido processamento das urnas de Lima. O cenário inverteu-se na segunda-feira (8 de junho), quando Roberto Sánchez ultrapassou a adversária após 93,9% das urnas serem incluídas.
Restam 378 das 92,7 mil atas a serem tabuladas. A maioria delas vem do exterior, onde 1,2 milhão de peruanos — 4,4% do eleitorado — está apto a votar. Esse contingente favorece Fujimori, que reúne 63,3% dos sufrágios fora do país, ante 36,6% de Sánchez.
Apesar de o percentual de urnas processadas se aproximar de 100%, o Jurado Nacional de Eleições (JNE) informou que o resultado oficial deve sair apenas em meados de julho. Isso ocorre porque um novo mecanismo obrigatório de recontagem foi aplicado a mesas que apresentaram inconsistências; até o momento, 1,3 mil atas permanecem “em observação”.
Contexto dos candidatos
Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, tenta seu quarto mandato presidencial após derrotas em 2011, 2016 e 2021. Já Sánchez, psicólogo e aliado do ex-presidente Pedro Castillo, foi ministro e deputado pelo partido Todos pelo Peru. O próximo presidente comandará o país de 2026 a 2031 e será o nono chefe de Estado em uma década marcada por renúncias e destituições.
Próximos passos da apuração
O JNE prevê que as atas sob contestação sejam avaliadas caso a caso. Especialistas ouvidos pela agência Reuters afirmam que os recursos podem alterar o resultado final se o número de votos questionados superar a margem atual.
A expectativa é que a disputa permaneça acirrada até a totalização dos votos do exterior e a conclusão dos processos de recontagem. Até lá, ambos os candidatos mantêm equipes jurídicas preparadas para contestar eventuais irregularidades.
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Crédito da imagem: REUTERS/Alessandro Cinque
Fonte: REUTERS/Alessandro Cinque
