Eficiência nas finalizações do Bahia vira alerta, diz auxiliar
Eficiência nas finalizações voltou a ser centro das atenções no Esporte Clube Bahia após o empate com o Santos, analisado pelo auxiliar técnico Charles Hembert em entrevista concedida em 27 de abril de 2026. O membro da comissão de Rogério Ceni afirmou que, apesar do volume ofensivo exibido contra adversários como Palmeiras, Flamengo e Santos, a equipe não consegue “matar” as partidas quando está em vantagem técnica, gerando desgaste e abrindo brechas defensivas.
Eficiência nas finalizações do Bahia vira alerta, diz auxiliar
Hembert explicou que o planejamento tático do Tricolor prevê iniciar os confrontos pressionando o rival no campo de ataque, estratégia seguida à risca nas últimas rodadas da Série A. Contudo, o número de chances desperdiçadas tem provocado instabilidade emocional no elenco. “Criamos oportunidades claras, mas a bola não entra. A frustração coletiva desorganiza as linhas e facilita o contra-ataque adversário”, avaliou.
O auxiliar relacionou diretamente a ineficácia ofensiva ao aumento de falhas defensivas. Segundo ele, quando o Bahia deixa de converter a superioridade em gols, os atletas perdem foco na recomposição, permitindo espaços que resultam em jogadas perigosas e, como ocorreu diante do Santos, até em pênaltis contra. “Você não define quando está forte; depois, administrar o jogo fica mais difícil”, resumiu.
Dados do SofaScore, plataforma internacional de estatísticas, reforçam o diagnóstico: o Bahia figura entre os times que mais finalizam na competição, mas apresenta aproveitamento inferior à média do campeonato nas conclusões ao gol. Para Hembert, igualar intensidade e precisão é o principal desafio até o próximo compromisso, marcado para 3 de maio, contra o São Paulo, no interior paulista.
Ele ressaltou que a postura exibida em duelos considerados grandes serve de parâmetro, mas precisa vir acompanhada de frieza na área. “A intensidade tem sido o caminho, porém é preciso eficácia para transformar domínio em vantagem real”, concluiu, projetando uso da semana livre no CT para aprimorar conclusões e ajustes emocionais.
Com a cobrança reforçada pela comissão técnica, o Bahia terá sessões de treino específicas para finalizações, buscando converter pressão ofensiva em placar favorável e evitar o “sofrimento” dos minutos finais.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
