A economia brasileira apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, quando comparado ao último trimestre de 2025. Este aumento é o maior desde o primeiro trimestre de 2025, que registrou um avanço de 1,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 2%.
Os dados foram revelados na manhã da última sexta-feira, 3 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos monetários, o PIB brasileiro atingiu um total de R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre deste ano.
Quando analisando os setores da economia, todos os três segmentos avaliados pelo IBGE mostraram crescimento neste período. A agropecuária cresceu 2%, a indústria aumentou em 1% e os serviços subiram 0,5%. A indústria, que é responsável por 23% do PIB, teve um desempenho destacado, com a extração mineral avançando 3,6% e a construção civil subindo 2,9%.
O setor de serviços, que representa 70% da economia do Brasil, também teve seus motores de crescimento, com destaque para as atividades de informação e comunicação, que cresceram 2,4%, seguidas pelas atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%) e comércio (0,6%).
“Os serviços puxaram o crescimento médio do PIB para baixo, enquanto a agropecuária contribuiu para cima”, analisou Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE.
Além disso, a despesa de consumo das famílias teve um aumento de 1%, e a Formação Bruta de Capital Fixo, que mede o nível de investimento, subiu 3,5%. O consumo do governo também apresentou um leve crescimento de 0,4%.
No entanto, as exportações sofreram uma queda de 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%. Essas variações impactam negativamente o cálculo do PIB, uma vez que uma exportação em baixa e uma importação em alta contribuem para um resultado menos favorável.
O PIB, que representa o total de bens e serviços produzidos em um país em um determinado período, é uma medida importante para entender a economia nacional e realizar comparações internacionais. Ele é calculado através de diversas pesquisas setoriais, incluindo comércio, serviços, indústria e agropecuária, e considera o preço final que chega ao consumidor, incluindo impostos.
Embora o PIB ajude a compreender a realidade econômica de um país, ele não reflete informações sobre a distribuição de renda ou a qualidade de vida da população. Assim, é possível que um país tenha um PIB elevado e uma condição de vida relativamente baixa, ou vice-versa, com nações de PIB baixo apresentando altos padrões de qualidade de vida.
