Dr. Bumbum: paciente faz cirurgia corretiva e relata ameaças
Dr. Bumbum: paciente faz cirurgia corretiva e relata ameaças é o novo capítulo na sequência de denúncias contra o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes sociais como Dr. Bumbum. A jovem, que prefere não se identificar, passou por uma cirurgia de correção em 23 de julho e permanece internada em um hospital do Rio de Janeiro após complicações provocadas por um preenchimento glúteo realizado em setembro de 2017.
Dr. Bumbum: paciente faz cirurgia corretiva e relata ameaças
Segundo a vítima, o procedimento foi feito em um apartamento na Barra da Tijuca que carecia de itens básicos de segurança. Ela afirma que faltavam luvas cirúrgicas e que uma assistente precisou comprar o material na rua minutos antes da aplicação do polimetilmetacrilato (PMMA). “Quando me levantei da maca, percebi que estava deformada”, relatou a jovem.
Depois da intervenção mal-sucedida, a paciente procurou auxílio de Furtado e não recebeu retorno. Ao expor a experiência em rede social, recebeu uma notificação extrajudicial exigindo retratação pública e a promessa de um processo por calúnia, difamação e injúria caso não pagasse indenização de R$ 200 mil.
Casos semelhantes surgem em outros estados. Em Salvador, uma mulher declarou ter transferido R$ 22 mil para aplicar 800 ml de PMMA nos glúteos. Ela voltou para casa com uma nádega menor que a outra, sofreu queda brusca de pressão e descreveu dores intensas já no aeroporto. Ao reclamar, contou ter sido ameaçada com medidas judiciais iguais às impostas à paciente carioca.
Todos esses atendimentos ocorreram no mesmo imóvel onde a bancária Lilian Calixto, de 46 anos, passou por procedimento estético em 15 de julho e morreu horas depois. A investigação policial encontrou no local medicamentos, macas portáteis e material cirúrgico improvisado. Denis Furtado, sua mãe – a ex-médica Maria de Fátima Furtado – e duas funcionárias foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio doloso qualificado.
Após quatro dias foragido, Furtado foi preso em 19 de julho, mas nega responsabilidade pela morte de Lilian e pelos problemas relatados por outras pacientes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alerta que o PMMA só deve ser utilizado em pequenas quantidades e por profissionais devidamente habilitados, conforme orientações disponíveis no site oficial da Anvisa.
As investigações continuam e novas vítimas são incentivadas a registrar boletim de ocorrência. A Polícia Civil analisa documentos, prontuários e mensagens de celular que podem comprovar ameaças e conduta ilegal do médico.
Este caso expõe riscos de procedimentos estéticos feitos fora de ambiente hospitalar e reforça a importância de checar a habilitação profissional antes de qualquer intervenção. Para acompanhar outras atualizações sobre processos judiciais semelhantes, visite a editoria Justiça do nosso portal e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: G1
Fonte: G1
