Dólar sobe a R$ 5,25 com tensões no Oriente Médio
Dólar sobe a R$ 5,25 com tensões no Oriente Médio. O câmbio registrou forte volatilidade na última quinta-feira (26 de março), refletindo incertezas sobre um eventual cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e elevando a busca global por ativos de segurança.
Dólar sobe a R$ 5,25 com tensões no Oriente Médio
Busca por proteção impulsiona a moeda norte-americana
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,256, avanço de 0,69% ou R$ 0,036. A cotação oscilou de R$ 5,21, no fim da manhã, até a máxima de R$ 5,26 durante a tarde. Apenas em março, a divisa acumula alta de 2,38%; no acumulado de 2026, porém, ainda recua 4,24%.
Declarações conflitantes agravam incertezas geopolíticas
Investidores reagiram a pronunciamentos divergentes de Washington e Teerã sobre uma trégua no Golfo Pérsico. A falta de sinais concretos aumentou o prêmio de risco, pressionando moedas de países emergentes. Segundo a agência Reuters, o movimento de aversão ao risco elevou também o índice do dólar global (DXY) frente a pares fortes como euro e iene.
Intervenção do Banco Central não segura a alta
Para tentar atenuar a escalada, o Banco Central brasileiro realizou leilões de linha que colocaram US$ 1 bilhão em circulação, após operação semelhante de valor idêntico dois dias antes. Nas duas ofertas, a autoridade monetária vendeu reservas internacionais com compromisso de recompra futura, mas a liquidez adicional não impediu a apreciação da moeda norte-americana.
Ibovespa recua e acompanha bolsas externas
O índice Ibovespa fechou em queda de 1,45%, aos 182.732 pontos, interrompendo série de três altas consecutivas. Oscilações entre 185 mil e 182 mil pontos evidenciaram cautela dos agentes diante do impasse diplomático e da retração nas bolsas de Nova York.
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Petróleo Brent dispara mais de 5%
Os contratos do Brent avançaram 5,7%, atingindo US$ 108,01 por barril, impulsionados pelo receio de interrupções no fornecimento de energia caso o conflito se prolongue. A valorização do petróleo reforçou a percepção inflacionária global e adicionou pressão sobre divisas sensíveis a commodities.
Inflação brasileira surpreende e entra no radar
No front doméstico, a prévia de março do IPCA-15 registrou alta de 0,44%. O indicador desacelerou em relação ao mesmo mês de 2025, mas superou projeções do mercado e reacendeu preocupações com o ritmo de convergência da inflação à meta.
Com o cenário externo incerto, valorização do petróleo e dados internos de preços acima das expectativas, analistas veem a possibilidade de manutenção da volatilidade cambial nas próximas sessões.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
