Dois terremotos praticamente consecutivos sacudiram a Venezuela na quarta-feira, 24. As autoridades informaram nesta quinta-feira, 25, que os tremores provocaram pelo menos 32 mortes e deixaram mais de 700 feridos. O fenômeno causou destruição de edifícios e cenas de pânico em Caracas e outras regiões.
O primeiro tremor registrou 7,2 graus de magnitude às 18h04 (19h04 de Brasília). O epicentro ocorreu 21 km ao oeste de Morón, no norte do país. Quase um minuto depois, um segundo sismo de 7,5 graus de magnitude atingiu a região a alguns quilômetros de distância. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) divulgou as informações nas redes sociais.
Os terremotos também foram sentidos na Colômbia, onde o país vizinho chegou a acionar algumas sirenes de alerta. A Venezuela registra tremores frequentemente, e os mais fortes das últimas décadas ocorreram em 1997, em Cariaco, com 73 mortos, e em 1967, em Caracas, com 236 falecidos.
“Estamos avaliando a situação e recebendo informações de várias regiões afetadas”, afirmou um porta-voz do governo.
La Guaira foi a área mais afetada pelos tremores. A cidade, que fica a 40 minutos de Caracas e abriga o aeroporto internacional de Maiquetía, enfrentou apagões e moradores tentavam resgatar pessoas presas nos escombros. O governo interino da Venezuela decretou estado de emergência em todo o país e declarou La Guaira como uma “zona de desastre”. Vários pontos da cidade ficaram sem energia elétrica.
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Os tremores danificaram parte das instalações do aeroporto internacional de Maiquetía, que foi fechado por “graves danos em sua infraestrutura”, conforme anunciou Rodríguez em seu pronunciamento. Em Caracas, um edifício de 22 andares ficou completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Os tremores foram sentidos com força nos Estados de Trujillo, Carabobo, Miranda e La Guaira, segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
“Estamos mobilizando equipes de resgate e assistência em todas as áreas afetadas”, disse Cabello.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os dois terremotos provocaram uma “quantidade devastadora” de mortes na Venezuela. Os EUA consideram o país um aliado e Trump comentou: “Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos. Os primeiros relatos não são bons.”
Muitos países da América Latina, assim como Espanha, Itália, China e Índia, também ofereceram ajuda humanitária. A líder opositora e Nobel da Paz, María Corina Machado, que está fora da Venezuela desde novembro, enviou uma mensagem de incentivo: “Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com cada lar venezuelano nestas horas de angústia”.
