José Dirceu defende que 2026 deve transformar a composição do Congresso, não apenas reeleger Lula. O ex-ministro lançou a proposta em plenária virtual do PT em São Paulo.
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, defendeu que a eleição de 2026 deve ser um marco para iniciar a transformação do Congresso Nacional e do Brasil. A declaração foi feita durante uma plenária virtual de sua pré-campanha como deputado federal por São Paulo, no último sábado, 20, com a participação de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Dirceu enfatizou que a disputa eleitoral precisa ir além da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, o principal objetivo deve ser a mudança na composição do Congresso Nacional, a fim de conquistar o apoio da maioria da população brasileira.
“Para mudar o Brasil, nós precisamos ganhar apoio da maioria dos brasileiros”, afirmou Dirceu. Ele destacou que o PT deve se esforçar para eleger a maior bancada do partido, com o intuito de implementar um projeto de desenvolvimento nacional.
Durante sua fala, o líder petista também abordou uma série de propostas que considera prioritárias para o país. Ele mencionou a necessidade de uma reforma tributária progressiva, o fim da escala 6×1, o fortalecimento da soberania tecnológica, digital e militar, além da reindustrialização do Brasil.
Dirceu ainda ressaltou a importância de elevar o nível tecnológico do país para melhorar o padrão de vida e a renda dos brasileiros, com o objetivo de eliminar a pobreza. “Essas são questões essenciais que devem estar na pauta do nosso partido”, declarou.
Sobre a trajetória de José Dirceu, ele nasceu em 13 de março de 1946, em Passa Quatro, Minas Gerais. Formado em Direito pela PUC-SP, Dirceu é uma das figuras históricas do PT, tendo sido deputado estadual por São Paulo entre 1987 e 1991, além de ter exercido três mandatos consecutivos como deputado federal, de 1991 a 2005.
Entre 2003 e 2005, ele ocupou o cargo de ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, mas deixou o cargo durante a crise do mensalão e perdeu o mandato de deputado federal em dezembro de 2005. Em 2016, foi condenado a 23 anos e três meses de prisão em decorrência da Operação Lava Jato, sendo acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
No entanto, em maio de 2024, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu uma de suas condenações por corrupção passiva. Meses depois, em 28 de outubro, o ministro Gilmar Mendes anulou todas as condenações impostas ao ex-ministro no contexto da Lava Jato.
