Dia Mundial das Vítimas de Trânsito: ação no Rio alerta para mortes mobilizou profissionais de saúde e trânsito em frente aos Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, em 28 de novembro, para homenagear vítimas e reforçar o alerta sobre a segurança viária.
Dia Mundial das Vítimas de Trânsito: ação no Rio alerta para mortes
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS), em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), promoveu a atividade como parte das ações globais do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, instituído em 1995 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O tema de 2025, “Talentos perdidos”, destaca que colisões e atropelamentos são a principal causa de morte de crianças e jovens, ceifando vidas precocemente.
Dados da SMS indicam que, entre janeiro e outubro deste ano, 640 pessoas morreram em acidentes nas vias da capital fluminense. A zona norte concentrou o maior número de óbitos (234), seguida pela zona oeste (182). Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), essas duas regiões lideram o ranking de homicídios culposos de trânsito há mais de uma década.
Os motociclistas representam 68% das vítimas fatais. No mesmo período, 47 mil pessoas foram atendidas na rede municipal após sinistros de trânsito. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, alerta que o excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e uso de celular ao volante permanecem como principais fatores de risco. “Quarenta por cento das cirurgias ortopédicas na cidade são destinadas a vítimas de acidentes com motos, gerando custos anuais de R$ 130 milhões”, afirmou.
Para reduzir a estatística, a prefeitura firmou acordos com plataformas de transporte e entrega — Uber, 99 e iFood — que compartilharão dados sobre condutores que adotam práticas perigosas. Segundo o diretor técnico da CET-Rio, André Drummond Soares de Moura, informações como direção acima do limite, avanço de sinal e circulação em calçadas serão usadas para punições e treinamentos.
O cenário no Rio acompanha a tendência nacional. Estudo recente do Atlas da Violência aponta que a taxa de mortes no trânsito no Brasil subiu para 16,2 por 100 mil habitantes em 2023, com crescimento de 12,5% nos casos envolvendo motocicletas.
Campanhas educativas, fiscalização integrada e investimentos em infraestrutura seguem como estratégias centrais para conter as perdas humanas e financeiras. A mobilização carioca reforça a importância de políticas públicas permanentes para que o Dia Mundial das Vítimas de Trânsito deixe de ser apenas uma homenagem póstuma.
Para saber mais sobre iniciativas de prevenção e saúde pública na Bahia e em todo o país, visite nossa editoria de Saúde e continue acompanhando nossas atualizações.
Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Tomaz Silva/Agência Brasil
