Dia Mundial do Autismo: clubes brasileiros ampliam inclusão nos estádios — Em 2 de abril, data que marca o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, diversas agremiações do país reforçaram projetos de acessibilidade para que torcedores com Transtorno do Espectro Autista (TEA) possam assistir às partidas de forma confortável e segura.
Dia Mundial do Autismo: clubes brasileiros ampliam inclusão nos estádios
A celebração global da conscientização visa chamar atenção para as necessidades de cerca de 2 milhões de brasileiros no espectro, segundo o Ministério da Saúde. Inspiradas por essa pauta, equipes dos principais centros futebolísticos investem em salas sensoriais, camarotes adaptados e distribuição de itens que reduzem estímulos, assim como recomendam organismos como a Organização das Nações Unidas.
No Allianz Parque, casa do Palmeiras, a sala sensorial instalada no setor 117 oferece isolamento acústico, abafadores de ruído, óculos escuros e equipamentos táteis. O espaço localiza-se próximo aos ambulatórios do andar térreo, facilitando o acesso rápido sem elevador. Em dias de jogo, pelo menos três terapeutas especializados ficam de plantão para auxiliar torcedores neurodivergentes e, após a estabilização, conduzi-los de volta às arquibancadas.
Também na Série A, o Cuiabá mantém o “Camarote dos Autistas” na Arena Pantanal em parceria com o governo de Mato Grosso. A iniciativa disponibiliza vagas sorteadas para pessoas com TEA e suas famílias, reduzindo estímulos visuais e sonoros por meio de isolamento parcial e iluminação controlada.
No interior de Minas Gerais, o Inter de Minas atende aproximadamente 500 crianças e adolescentes em projeto social que inclui jovens autistas em turmas de futebol. A cooperação técnica com o Flamengo amplia oportunidades de formação, priorizando desenvolvimento humano e respeito às diferenças.
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O Fortaleza distribui protetores auriculares a torcedores autistas que realizam solicitação com antecedência mínima de um dia. Para o diretor de Responsabilidade Social, Thiago Fujita, adequar a experiência “é ampliar a participação e garantir tranquilidade a todos”.
No Sul, Internacional e Juventude mantêm programas contínuos. O Juventude oferece camarote exclusivo, fones redutores de ruído e até uma torcida organizada formada por pessoas no espectro, aprimorando o espaço há mais de dois anos. Já o Internacional formalizou o projeto Autistas Colorados, criando sala inclusiva no Beira-Rio, promovendo capacitação de colaboradores e encontros entre famílias e especialistas.
Dirigentes dos clubes ouvidos afirmam que a inclusão deve ser rotina, não ação pontual. Tamarisa Lopes, do Inter, resume: “Nosso objetivo é que pessoas com TEA se sintam acolhidas em todos os espaços do clube”.
As iniciativas demonstram como o futebol brasileiro avança na acessibilidade e podem inspirar outras praças esportivas a adotar medidas semelhantes, garantindo que o espetáculo seja, de fato, para todos.
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Crédito da imagem: Santos FC
Fonte: Futebol Baiano
