Na última terça-feira, 28 de maio de 2026, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, do PL, protocolou mais um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir o comando do governo estadual. A solicitação é baseada no fato de que, agora na presidência da Alerj, Ruas se encontra na linha sucessória do Executivo do Estado.
A solicitação foi feita dentro de um processo em que o ministro Luiz Fux é relator. Atualmente, o cargo de governador interino está sendo ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, que assumiu a função devido a um impasse jurídico. Ruas já havia solicitado ao STF anteriormente a posse como governador, mas não obteve sucesso.
A Alerj argumenta que, conforme decisão do STF em 9 de abril de 2026, Couto continuaria como governador interino apenas até nova deliberação. Essa decisão ocorreu em um momento de vacância simultânea dos cargos de governador, vice-governador e presidente da Assembleia Legislativa.
“A permanência do presidente do TJRJ no comando do Executivo fluminense só era válida enquanto não existisse um presidente da Alerj regular”, afirmou Ruas em seu pedido. Com a recente eleição de um novo presidente para a Alerj, o deputado do PL alega que não há mais justificativa para a solução provisória adotada pelo STF.
O cenário político no Rio de Janeiro tem sido marcado por disputas judiciais que travam a definição do comando do governo estadual. Atualmente, o julgamento que determinará as regras para uma nova eleição está paralisado no STF, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa analisar recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e pelo ex-governador Cláudio Castro sobre questões relacionadas ao julgamento envolvendo os cargos políticos no estado.
Essa situação de incerteza política reflete a complexidade do atual momento no governo do Rio de Janeiro, onde a população aguarda uma solução definitiva para a crise de governança.
