Aos 55 anos, o veterinário paulista Wilson Grassi será o candidato do Democrata em 2026. É a primeira vez que o partido, fundado em 2008, lança candidatura própria; Grassi já disputou eleições sem êxito.
Wilson Grassi, 55 anos, é o candidato do Democrata para disputar a Presidência do Brasil nas Eleições de 2026. É a primeira vez que o partido, fundado em 2008, lançará candidatura própria ao cargo.
Nascido em 13 de março de 1970, em São Paulo, Grassi é formado em medicina veterinária e já concorreu em outras três eleições sem obter mandato. Sua estreia foi em 2006, quando disputou pelo PFL (antigo Democratas) a vaga de deputado estadual por São Paulo, sem êxito.
Em 2022, concorreu pelo Partido Verde (PV) ao cargo de deputado federal e recebeu 2.777 votos nominais, também não sendo eleito. Em 2024, filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), tentou uma vaga de vereador e, embora não tenha vencido, aumentou o número de votos em relação à eleição anterior.
Apesar de não ter ocupado cargo eletivo, Grassi atuou em projetos na cidade de São Paulo. Entre as iniciativas, participou da criação do primeiro hospital público para cães e gatos na cidade e integrou o conselho da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo.
Como companheira de chapa, Grassi terá a empresária Suêd Haidar Nogueira, também do Democrata, nascida em São Luís do Maranhão. Ela é presidente da sigla e foi responsável por criar o Partido da Mulher Brasileira, que mudou de nome para Democrata em dezembro de 2025, após autorização do Tribunal Superior Eleitoral, tornando-se o 35º partido registrado no Brasil.
No dia 31 de agosto, a campanha digital de Grassi foi suspensa por ordem do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli. O ministro explicou que a suspensão ocorreu por falta de registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens usados na campanha, e que a legislação exige a indicação de perfis já existentes e a comunicação de novas contas em até 24 horas após sua criação.
Nesse cenário, a omissão das informações devidas não é apenas uma falha formal no registro de candidatura, mas quebra de isonomia e risco de cometimento de ilícitos ainda mais graves. Há que se ir além e dizer de forma contundente: a própria omissão de dados é indício de fraude à lei.
Em reação à suspensão, Grassi anunciou no dia 1º de setembro que iria correr 42 quilômetros diariamente em volta da sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, até que a Corte revertesse a decisão que determinou a suspensão de sua campanha nas redes sociais. A distância equivale a uma maratona.
Vou correr todos os dias para mostrar que não vamos desistir. Enquanto tentarem calar nossa voz, continuaremos lutando de maneira pacífica, democrática e dentro da lei.
Vou correr uma maratona por dia, 42 quilômetros, em torno do TSE, até que essa decisão que me censurou nas redes sociais seja revertida.
Propostas de governo
- Redução da burocracia
- Mudanças no sistema tributário
- Digitalização dos serviços públicos
- Segurança
- Saúde
- Desenvolvimento econômico
O perfil apresenta Grassi como um candidato com trajetória atípica para a disputa presidencial, vindo do meio profissional da medicina veterinária e com histórico de tentativas eleitorais sem sucesso. Sua campanha, no entanto, enfrenta impedimento nas plataformas digitais por determinação judicial, enquanto a chapa defende medidas públicas e uma agenda de modernização administrativa e econômica.
