Demissão de Rogério Ceni é novamente pauta no Esporte Clube Bahia depois de cinco jogos sem vitória e do risco de eliminação na Copa do Brasil, mas o radialista Jaílson Baraúna criticou a ideia e questionou quem assumiria o comando técnico em meio à turbulência.
Demissão de Rogério Ceni no Bahia: radialista contesta troca
Durante participação no programa Jogo Aberto, da Band Bahia, Baraúna argumentou que a simples saída do treinador não garante reação imediata. “Tudo bem, demite o Rogério Ceni, para entrar quem? Como interino? Meu pai, minha mãe, minha avó?”, ironizou o comunicador, defendendo que o problema do time vai além da área técnica.
O jornalista lembrou que o ex-goleiro chegou ao clube em setembro de 2023 com respaldo do Grupo City, proprietário da SAF tricolor, e que a manutenção do mesmo elenco poderia limitar o trabalho de qualquer sucessor. “É o mesmo lateral-esquerdo, o mesmo zagueiro, o mesmo meio-campo. Trocar o técnico e manter essas peças resolve?”, questionou.
Baraúna citou nominalmente alguns atletas para ilustrar sua tese. Segundo ele, nomes como David Duarte, Kanu, Michel Araújo e Gabriel Xavier ainda não ofereceram a solidez defensiva ou criatividade que a torcida espera. “Vou trazer Felipe Luís para ser técnico? Ele vai jogar também? O super Sanabria vai resolver? Não ganhou uma bola contra o Cruzeiro”, afirmou.
A pressão, no entanto, cresce fora de campo. Parte da torcida organizada já manifesta insatisfação nas redes sociais e nas arquibancadas da Fonte Nova. Ainda assim, o Bahia demonstra confiar em Ceni e em seu contrato de longo prazo, postura semelhante à relatada por veículos de referência como o ge.globo.com.
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Em caso de nova derrota, a diretoria será desafiada a encontrar alternativas. Porém, conforme reiterou Baraúna, a falta de nomes disponíveis no mercado brasileiro alimenta a dúvida: “Vai botar quem? Você que está na arquibancada? A direção vai se mexer quando?”
Para o comentarista, uma eventual mudança de rota exige planejamento mais amplo, que inclua reforços e revisão de processos internos. “Não vou viajar nessa maionese”, concluiu, reforçando que mantém sua convicção de que a demissão precipitada pode ser tiro no pé.
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Crédito da imagem: Band Bahia
Fonte: Band Bahia
