A defesa do publicitário Thiago Miranda afirmou, nesta quinta-feira, 9, que ele não cometeu nenhum crime e contestou as suspeitas que motivaram a 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Em nota, os advogados sustentam que Miranda “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão”.
“A existência de uma investigação não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa”, afirmaram os advogados.
Segundo a defesa, Thiago Miranda permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Eles informaram que acompanharão o andamento do caso e adotarão as medidas judiciais cabíveis para garantir uma apuração “com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais”, além de afastar “conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade”.
A operação em questão mira um suposto esquema entre o publicitário e o empresário Daniel Vorcaro, que, segundo a PF, teria investido R$ 62 milhões no filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Nesta quinta-feira, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Brasília, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, Mendonça afirma que a PF apresentou indícios de crimes supostamente praticados por Miranda em coautoria com Vorcaro e com outros integrantes de uma organização criminosa.
A investigação aponta que recursos oriundos do suposto esquema teriam sido utilizados para contratar influenciadores e jornalistas, mediante pagamentos e acordos de confidencialidade, para divulgar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar a atuação do Banco Central.
A decisão também menciona que, caso as propostas fossem recusadas, o grupo utilizava informações privilegiadas obtidas de forma ilícita para intimidar ou coagir pessoas que não aderissem ao chamado “Projeto DV”.
Além disso, o documento cita mensagens que indicariam levantamentos sobre a vida pessoal, profissional e patrimonial de jornalistas. O objetivo seria realizar “constante levantamento de informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial da jornalista, aparentemente com a finalidade de encontrar elementos potencialmente desabonadores ou sensíveis” e, assim, “reunir material informativo capaz de constranger, descredibilizar ou expor a jornalista publicamente”.

