Levantamento do Datafolha divulgado na sexta (11) mostra que 34% defendem saída temporária do ministro Alexandre de Moraes e 28% optam por impeachment. Para André Mendonça, 37% pedem afastamento para investigação.
Pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira (11) mostrou que 34% dos brasileiros defendem o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para 28%, o magistrado deveria sofrer processo de impeachment pelo Senado.
O levantamento também aferiu a percepção em relação ao ministro André Mendonça. Para 37%, ele deveria ser afastado para que uma investigação fosse feita. Foram 25% os que acreditavam não haver “nada de errado” nas ações do magistrado. Outros 12% defendiam o processo de impeachment.
A pesquisa foi feita em momento de crise institucional no STF. Moraes e Mendonça estavam no centro do imbróglio na Corte, com desdobramentos que mobilizaram a imprensa e o próprio tribunal nas últimas semanas.
Mendonça era o relator dos casos do Banco Master e dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em 1º de setembro, o ministro tornou público relatório da Polícia Federal (PF) que apresentou mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de apontar encontros e negociações envolvendo a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado.
Em resposta, Moraes indicou indícios de abuso de autoridade de Mendonça e pediu investigação. Já na sexta-feira (11), o ministro solicitou que o julgamento em Plenário da atuação do colega fosse realizado conjuntamente à análise do processo principal sobre o Banco Master, que está na pauta da sessão extraordinária de terça-feira (15).
O presidente do STF, Edson Fachin, negou a solicitação de Moraes, mas agendou sessão extraordinária para discussão da atuação de Mendonça. O peticionamento contra o ministro será analisado em 23 de setembro.
O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas presencialmente entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro era de dois pontos percentuais, com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 5 de setembro com o número BR-01833/2026.
Os resultados revelaram divisão de opiniões da população sobre medidas administrativas e políticas contra ministros do STF, ao mesmo tempo em que alimentaram o debate sobre procedimentos internos da Corte e a condução de investigações que envolvem autoridades. Em meio a esse cenário, as datas das sessões e a tramitação dos pedidos continuavam a ser acompanhadas de perto por observadores e por setores políticos que vinham reagindo aos acontecimentos.
