Criciúma cobra R$ 2,5 milhões do Vitória em razão do saldo não quitado da transferência do lateral-direito Claudinho, realizada no início de 2025, e estuda acionar a cláusula de garantia prevista em contrato.
Criciúma cobra R$ 2,5 milhões do Vitória por Claudinho
O vice-presidente de finanças do Criciúma, Deloir Brunelli, confirmou que o Vitória ainda deve R$ 2,5 milhões referentes à compra do lateral-direito Claudinho, adquirindo por R$ 5,5 milhões. De acordo com o dirigente, o clube catarinense pretende acionar uma cláusula que lhe assegura o repasse de royalties das vendas de camisas produzidas pela fornecedora do time baiano, a Volt Sports, caso o pagamento não seja regularizado.
“Há uma garantia contratual que prevê o repasse mensal de aproximadamente R$ 100 mil a R$ 150 mil em royalties sobre as vendas de uniformes. Se não houver acerto, poderemos executar essa garantia a partir do próximo ano”, explicou Brunelli em entrevista ao portal Sulinfoco.
Aos 24 anos, Claudinho foi peça importante no elenco do Tigre na Série A de 2024 — mesmo com o rebaixamento da equipe — e chegou ao Vitória no início de 2025. Desde então, disputou 31 partidas, sendo titular em 20, marcou três gols e deu uma assistência. O lateral é formado nas categorias de base do Criciúma e teve passagem pelo Atlético-MG antes de retornar ao clube catarinense.
A possibilidade de bloqueio de royalties é respaldada por contrato e segue a tendência de garantias alternativas cada vez mais utilizadas em transações do futebol brasileiro. Segundo relatório recente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cláusulas desse tipo vêm ganhando espaço para reduzir inadimplência.
O Vitória, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o débito. Internamente, a direção trabalha para equilibrar as finanças após altos investimentos na última janela de transferências. A expectativa é de que o clube baiano apresente um plano de pagamento antes que o departamento jurídico do Criciúma tome medidas mais drásticas.
Se a cláusula de royalties for acionada, o Criciúma passará a receber parte da receita das vendas de camisas do Vitória até que a dívida esteja totalmente quitada. A medida não afeta diretamente a inscrição do atleta em competições, mas pode gerar disputas judiciais caso o clube baiano conteste a execução.
Em síntese, a negociação envolvendo Claudinho segue pendente, e a proximidade do novo exercício fiscal pressiona as partes a encontrar uma solução que evite desgastes jurídicos e preserve a relação entre os clubes.
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Crédito da imagem: Victor Ferreira / EC Vitória
Fonte: Victor Ferreira / EC Vitória
