Conselho de Paz de Trump foi oficialmente apresentado em 22 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, com a adesão formal de 22 nações e a promessa de reconstruir Gaza.
Conselho de Paz de Trump reúne 22 países em Davos
Adesão parcial e críticas à legitimidade
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que 59 países demonstraram interesse em integrar o órgão, mas somente 22 confirmaram participação até o momento. Entre eles estão Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Marrocos, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.
Na mesma ocasião, Trump afirmou que “todo mundo quer fazer parte” do grupo, embora convites enviados a outras nações, como o Brasil, permaneçam sem resposta. Países como Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já indicaram que não pretendem aderir.
Foco inicial em Gaza e possíveis missões globais
Idealizado, criado e presidido por Trump, o Conselho tem como missão prioritária pacificar e reconstruir a Faixa de Gaza. Apesar disso, o ex-chefe de Estado destacou que a estrutura poderá intervir em outros cenários de conflito internacional. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos agir em praticamente qualquer lugar, em parceria com as Nações Unidas”, declarou.
Especialistas questionam a legitimidade do organismo, pois ainda não está claro de que modo ele se articulará com instâncias multilaterais já existentes, como o Conselho de Segurança da ONU. A possibilidade de sobreposição de mandatos gera incerteza entre diplomatas, conforme análise da Reuters.
Custos e mandato dos integrantes
Cada país membro terá um mandato inicial de três anos. Para garantir assento permanente, será necessária a contribuição de US$ 1 bilhão a um fundo administrado diretamente por Trump. Detalhes sobre a gestão desses recursos e critérios de aplicação ainda não foram divulgados.
Participação de líderes em Davos
A cerimônia de assinatura contou com a presença de Javier Milei (Argentina), Viktor Orbán (Hungria), Prabowo Subianto (Indonésia) e Ilham Aliyev (Azerbaijão), além de representantes de outras nações interessados em acompanhar a evolução do projeto.
Com a formalização do Conselho, as próximas etapas incluem a definição de um estatuto interno e a instalação de escritórios regionais. Trump não informou prazos para essas decisões.
Quer ficar por dentro dos desdobramentos deste e de outros temas globais? Acesse nossa editoria Internacional e continue acompanhando.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
