Entraves estruturais consomem R$1,7 trilhão por ano, cerca de 20% do PIB, e o setor industrial pede medidas urgentes para recuperar competitividade. O tema foi debatido no Copin em Brasília.
O combate ao chamado Custo Brasil precisa avançar para fortalecer a competitividade da indústria e estimular o crescimento econômico. Essa é a avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que estima em R$ 1,7 trilhão por ano o impacto dos entraves estruturais sobre a economia brasileira. O valor equivale a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB).
O tema dominou a segunda reunião ordinária de 2026 do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin), realizada nesta terça-feira, 28, em Brasília.
“A agenda de mitigação do Custo Brasil precisa avançar com urgência para possibilitar o desenvolvimento industrial e o crescimento econômico do país”, afirmou o presidente do colegiado, Léo de Castro.
Até janeiro de 2026, o governo concluiu 13 dos 41 projetos da agenda original. Apesar disso, Castro destacou que ainda faltam medidas importantes, como a regulamentação da reforma tributária e mudanças no setor elétrico, que poderiam reduzir encargos sobre a energia.
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Durante o encontro, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, apresentou o programa Brasil Mais Competitivo, lançado em junho com o objetivo de substituir a agenda anterior. Essa nova iniciativa reduziu o número de projetos prioritários de 41 para 24, com a expectativa de gerar uma economia de R$ 341,6 bilhões.
“O governo incorporou diversas propostas da CNI ao novo plano”, destacou o secretário.
Além da nova agenda, o governo também apresentou o programa Brasil Mais Simples, que se foca na redução da burocracia, integração de sistemas públicos e diminuição dos custos operacionais das empresas.
A reunião também abordou o documento intitulado Construindo o Brasil 2025: a indústria na agenda dos presidenciáveis, elaborado pela CNI e entregue aos pré-candidatos à Presidência da República. O material reúne propostas para diversas áreas, incluindo política industrial, infraestrutura, inovação, energia, segurança jurídica e reforma tributária.
Outro ponto de destaque foi o balanço do programa Brasil Mais Produtivo, parte da política Nova Indústria Brasil. Segundo a CNI, a iniciativa já elevou, em média, a produtividade das empresas atendidas em 29,6% e reduziu o consumo de energia em 18,9%, além de possibilitar mais de R$ 199 milhões em financiamentos para a digitalização industrial.

