Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio e mira vaga no Senado
Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio e mira vaga no Senado. Em 23 de março, o agora ex-governador fluminense oficializou sua saída do Palácio Guanabara para disputar, como pré-candidato, uma cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro. Durante a cerimônia de despedida, acompanhada por aliados, Castro afirmou deixar “de cabeça erguida e de forma grata”.
Cerimônia de despedida e trajetória no Executivo
Reeleito no primeiro turno das eleições de 2022 com 4,9 milhões de votos, Cláudio Castro (PL) comandou o estado por pouco mais de três anos. A renúncia segue a tradição de chefes do Executivo que deixam o cargo até seis meses antes do pleito para concorrer a novas posições. Segundo o político, o período à frente do Rio “foi de reconstrução e avanços” após a crise fiscal vivida nos últimos anos.
Julgamento no TSE pode cassar mandato
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, em 24 de março, o julgamento que pede a cassação do mandato de Castro por suposto abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. Em novembro do ano passado, a relatora, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela perda do mandato, mas o processo foi interrompido por pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a se pronunciar. Caso o plenário mantenha o entendimento da relatora, o ex-governador pode ficar inelegível por oito anos, e uma nova eleição direta para governador terá de ser convocada. Mais detalhes sobre a tramitação podem ser acompanhados no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Quem assume o Palácio Guanabara
Com a cadeira de vice-governador vaga desde que Thiago Pampolha deixou o posto para assumir, em 2025, uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e com o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, afastado de suas funções, a Constituição estadual define a linha sucessória. Assim, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o governo.
Couto tem dois dias para organizar uma eleição indireta. Caberá aos 70 deputados estaduais escolher, em até 30 dias, o nome que comandará o estado em mandato-tampão até a posse do próximo governador eleito nas majoritárias de outubro.
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Próximos passos de Castro
Ao confirmar a pré-candidatura ao Senado, Cláudio Castro busca consolidar sua base política entre prefeitos e parlamentares que o apoiaram na reeleição de 2022. Aliados avaliam que a visibilidade adquirida no Executivo pode impulsionar a campanha, mas reconhecem que o julgamento no TSE representa um risco imediato ao projeto eleitoral.
Impactos políticos no cenário fluminense
A mudança repentina no comando do estado ocorre a poucos meses das convenções partidárias e reacende disputas internas em diferentes legendas. Para analistas, a eleição indireta na Alerj tende a refletir acordos circunstanciais, enquanto a possível nova eleição direta — caso a cassação seja confirmada — reabrirá a corrida pelo Palácio Guanabara.
O desfecho do processo no TSE, a condução do governo interino e a articulação de Castro rumo ao Senado devem pautar o noticiário político fluminense nas próximas semanas. Acompanhe a cobertura completa sobre as movimentações em Política e fique por dentro das atualizações.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
