Ciclo de Rogério Ceni no Bahia é questionado após série negativa
Ciclo de Rogério Ceni no Bahia vem sendo colocado em xeque por torcedores e analistas depois de eliminações consecutivas e queda de rendimento do time desde o início de 2026.
Pressão cresce mesmo com política do Grupo City
No comando tricolor desde setembro de 2023, Rogério Ceni atravessa seu momento mais delicado. A derrota na Pré-Libertadores e a iminente queda para o Remo na Copa do Brasil colocam o Bahia perto de disputar apenas o Campeonato Brasileiro nesta temporada. Apesar da tensão, a filosofia do Grupo City costuma privilegiar a continuidade do trabalho e evita demissões em meio ao calendário.
Comparação com Renato Paiva reforça clima de insatisfação
O histórico recente reforça o descontentamento da arquibancada. Em 2023, Renato Paiva venceu apenas um dos 17 jogos antes de pedir demissão, mesmo após receber respaldo da SAF. Agora, o cenário de derrotas reaparece e, desta vez, sem que a diretoria sinalize mudanças.
Comentarista aponta fim do ciclo
Durante programa da Rádio Sociedade e da TV Aratu, o comentarista Caio Leony foi enfático ao dizer que a trajetória de Ceni na Fonte Nova “já terminou”. Ele lembrou o revés frente ao O’Higgins, da Copa Sul-Americana, e o empate no clássico Ba-Vi que custou o título estadual, para ilustrar a sequência de “problemas sérios” que, segundo o analista, expuseram limitações táticas e falta de reação do treinador.
Elenco repete substituições e desperdiça oportunidades
Leony criticou ainda a previsibilidade nas trocas realizadas por Ceni. Para ele, nomes como Michel Araújo e Rodrigo Nestor entram em campo independentemente do desempenho, enquanto jovens como Kauê Furquim e Dell seguem sem espaço. O comentarista citou também a atuação “apática” diante do Cruzeiro, que tem a terceira pior defesa da Série A, mas mesmo assim marcou duas vezes sobre o Bahia.
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Expectativa x realidade para a torcida
O otimismo gerado pelos investimentos da SAF inglesa contrasta com os resultados recentes. Após escapar do rebaixamento em 2023, o Bahia voltou à Libertadores depois de 36 anos, mas ficou com o vice no Baiano, caiu para o CRB na Copa do Nordeste e não conseguiu ultrapassar as fases preliminares do torneio continental. Em 2025, a equipe conquistou Estadual e Nordestão, alimentando a autoestima tricolor, mas a sequência atual ameaça inverter essa curva de evolução.
Responsabilidade compartilhada, menos a do torcedor
Leony ponderou que dirigentes Cadu Santoro e Ferran Soriano, além dos atletas, dividem a culpa pelo desempenho oscilante. Contudo, reforçou que “quem não tem culpa é o torcedor”, que continua comparecendo à Arena Fonte Nova e criando expectativas naturais para um clube fundado em 1931 e acostumado a títulos nacionais.
Com a temporada em aberto e a diretoria mantendo silêncio sobre mudanças no comando técnico, resta saber se o modelo do Grupo City suportará a pressão prolongada ou se Rogério Ceni encerrará de fato seu ciclo em Salvador.
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Crédito da imagem: Divulgação/EC Bahia
Fonte: Divulgação/EC Bahia
