Reconhecimento histórico abre mercado chinês para miúdos e carne com osso do Brasil. Decisão foi anunciada durante visita do chanceler Mauro Vieira à China nesta terça-feira.
A China anunciou nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa. A decisão foi divulgada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e marca o resultado de mais de 20 anos de negociações entre Brasil e China.
Segundo informações do Ministério da Agricultura, essa medida representa uma ampliação significativa das oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos do Brasil para o mercado chinês. Entre os produtos que poderão ser exportados estão miúdos e carne com osso, que antes enfrentavam restrições devido à presença da febre aftosa em algumas regiões do Brasil.
O reconhecimento se aplica a todo o território nacional, conforme anunciado pelo governo chinês. Isso é visto como um passo importante para fortalecer as relações comerciais entre os dois países e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
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O Ministério da Agricultura também destacou que as exportações do agronegócio brasileiro destinadas à China ultrapassaram a marca de US$ 50 bilhões em 2025. Esse dado foi mencionado no contexto do anúncio e das tratativas sanitárias que ocorreram entre Brasil e China, relacionadas ao comércio de produtos de origem animal.
Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, Brasil e China firmaram um “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. Este documento teve como objetivo reforçar o diálogo sanitário entre os dois países e contribuir para o avanço de medidas que atendem ao interesse do setor agrícola brasileiro.
“O reconhecimento da China é um marco para o nosso agronegócio, que poderá se expandir ainda mais no mercado asiático”, disse o ministro Mauro Vieira durante a visita.
