O preço médio da cesta básica teve um aumento significativo em 17 capitais estaduais no mês de junho, conforme apontou a pesquisa divulgada no dia 8 de julho. O levantamento, realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), analisa mensalmente o valor dos produtos que compõem a cesta básica.
Na comparação com o mês de maio, a capital de Boa Vista, em Roraima, registrou o maior aumento percentual, com um crescimento de 3,3% no preço da cesta básica. Outros locais que também apresentaram aumentos expressivos foram Palmas, Rio Branco e Porto Alegre, com elevações de 3%, 2,2% e 2,2%, respectivamente.
Em termos de valores absolutos, São Paulo continua liderando como a capital com a cesta básica mais cara do país, fechando o mês de junho com um preço médio de R$ 965. Na sequência, aparecem Cuiabá, com R$ 937, Rio de Janeiro, com R$ 920, e Florianópolis, com R$ 918. Por outro lado, as capitais que possuem os menores preços médios da cesta básica são Aracaju (R$ 630), São Luís (R$ 654), Maceió (R$ 671) e Natal (R$ 686). É importante ressaltar que a composição da cesta básica varia entre as regiões Norte e Nordeste, o que pode influenciar nos preços.
Comparando os meses de maio e junho, as maiores quedas porcentuais foram registradas em João Pessoa, com uma diminuição de 3,9%, seguida pelo Recife, que teve um recuo de 3,62%, e Maceió, com uma queda de 3,61%.
Desde janeiro de 2026, o preço médio da cesta básica tem apresentado alta em Brasília e em todas as 26 capitais do país. Em Fortaleza, o valor aumentou 21% nos últimos seis meses, enquanto São Luís apresentou a menor taxa de crescimento nesse período, com apenas 4% de aumento.
