Caso Master: Toffoli prorroga investigações por mais 60 dias Caso Master volta aos holofotes após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizar, a pedido da Polícia Federal, mais 60 dias de apuração sobre supostas fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Caso Master: Toffoli prorroga investigações por mais 60 dias
No despacho publicado no inquérito 5026, que tramita sob sigilo no Distrito Federal, Toffoli também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja notificada da extensão do prazo. A linha de investigação conduzida pela Polícia Federal aponta para um esquema que pode ter desviado aproximadamente R$ 12 bilhões, por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro, ofertados a investidores com promessa de rentabilidade até 40% acima da taxa básica do mercado.
Compra frustrada e suspeita sobre dirigentes do BRB
Em março do ano anterior, o BRB chegou a anunciar a aquisição do Banco Master, operação apoiada publicamente pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. No entanto, o Banco Central barrou a transação após identificar irregularidades na documentação apresentada pela instituição alvo, colocando em dúvida a solidez de sua carteira e a veracidade de seus ativos.
Além das supostas fraudes cometidas pela alta direção do Master, a investigação apura eventual participação de executivos do BRB no esquema. A Polícia Federal analisa documentos que indicariam gestão fraudulenta e manipulação de mercado, bem como possível lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos captados.
Operação Compliance Zero amplia cerco financeiro
O cerco ganhou novo impulso em 14 de janeiro, quando a Polícia Federal deflagrou fase adicional da Operação Compliance Zero. Nessa etapa, foram autorizados sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões, além da coleta de provas sobre crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta e manipulação de mercado atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Com a nova prorrogação, os investigadores deverão concluir perícias financeiras, ouvir testemunhas complementares e cruzar dados bancários para confirmar a existência e a extensão do prejuízo potencial aos investidores.
O relatório final será encaminhado ao STF e à PGR, que poderão denunciar os envolvidos ou solicitar desdobramentos. Em caso de condenação, as penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, além de multas e inabilitação para atuar no sistema financeiro.
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Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
