Canetas emagrecedoras: Anvisa reforça risco de pancreatite Em 9 de fevereiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou alerta de farmacovigilância apontando a alta de notificações de pancreatite aguda relacionada ao uso inadequado de agonistas do receptor GLP-1, popularmente chamados de canetas emagrecedoras.
Aumento de notificações exige atenção
Entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, a Anvisa registrou 145 suspeitas de eventos adversos no Brasil, incluindo seis óbitos. O risco já aparece nas bulas de dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida, mas o crescimento de relatos no país e no exterior levou o órgão a reforçar orientações de segurança.
Uso apenas sob prescrição médica
As canetas emagrecedoras devem ser utilizadas estritamente de acordo com as indicações aprovadas e com acompanhamento profissional. Desde junho de 2025, a receita é emitida em duas vias e fica retida na farmácia, procedimento semelhante ao adotado para antibióticos. A validade do documento é de 90 dias.
Alerta internacional reforça precaução
Em comunicado recente, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) também relatou casos de pancreatite aguda grave relacionados a esses medicamentos, reforçando o caráter global da preocupação.
Sinais de alerta e notificação
Usuários devem buscar atendimento imediato diante de dor abdominal intensa e persistente, irradiada para as costas, acompanhada de náuseas ou vômitos — sintomas típicos de pancreatite. Profissionais de saúde devem suspender o tratamento ao suspeitar da reação e notificar o caso no sistema VigiMed para fortalecer o monitoramento da segurança desses fármacos.
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Crédito da imagem: stefamerpik/Freepik
Fonte: Agência Brasil
