Em Minas, a disputa ao Senado acompanha a corrida ao governo: Cleitinho (Republicanos) é candidato e seu suplente Alex Sandro (PL) pode ocupar a vaga até 2031. Domingos Sávio aposta que a direita pode eleger as duas vagas.
A disputa pelo Senado em Minas Gerais está marcada por uma característica que reflete a concorrência pelo governo do estado. Diversas correntes da direita estão em busca das duas vagas disponíveis, uma vez que o atual senador Cleitinho (Republicanos) é candidato ao governo e, caso seja eleito, será sucedido no Senado por seu suplente, Alex Sandro Coelho Diniz (PL), até 2031.
O deputado federal Domingos Sávio, candidato do PL ao Senado, acredita que essa situação, que pode parecer fragmentada, na verdade, apresenta uma oportunidade estratégica para que os dois senadores eleitos sejam da direita. Em sua análise, essa tática será fundamental para angariar os votos necessários dos eleitores.
“Um fator que facilita a minha candidatura é que eu fui lançado como candidato único do PL”, ressalta Sávio. “Terei espaço para estar fazendo parceria com vários outros candidatos que também estejam caminhando de forma independente. Isso significa que tem muito eleitor meu que vota no Domingos Sávio e vota em um outro candidato ao Senado.”
Para que essa composição de votos entre as candidaturas de direita ocorra, Sávio menciona que é essencial manter um perfil ideológico semelhante ao seu. Ele cita nomes como Carlos Viana, do PSD, que busca a reeleição, além de Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Costa (Novo) como possíveis aliados.
“Eu diria que tenho afinidade com outros candidatos que podem vencer a esquerda”, comenta Sávio. “Não é proibido. Haverá campanha sendo feita espontaneamente por prefeitos que apoiam Domingos Sávio e Marcelo Aro, que apoiam Domingos Sávio e Carlos Viana, e assim por diante com outras lideranças também, Domingos Sávio e o Marco Antônio Costa.”
Segundo a visão de Sávio, a variedade de opções conservadoras, sejam elas mais radicais ou não, é um fator que ele considera ser uma oportunidade a ser aproveitada. Ele se mostra otimista em relação à sua candidatura, afirmando: “Estou confiante de que serei eleito, porque sou uma pessoa que tem um lado, sim, sou um candidato que representa a direita, um candidato conservador, mas um candidato que tem o diálogo com um ambiente muito amplo em todos os partidos de centro.”
