O pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD-GO), fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por ter lido uma carta do pai, Jair Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo. Caiado ironizou a atitude de Flávio, que se apresentou como “porta-voz” do ex-presidente, afirmando que “liderança não se herda, se demonstra”, em uma postagem nas redes sociais.
Em sua fala, Caiado destacou que a diferença entre a autonomia e a dependência política pode se tornar um ponto central nas discussões eleitorais. “Numa eleição presidencial, é fundamental que um candidato mostre que tem capacidade de decidir por conta própria, especialmente em momentos difíceis”, ressaltou o ex-governador.
Ele também comentou sobre a importância de um presidenciável ter autonomia. “O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria”, enfatizou Caiado. Para ele, essa habilidade é essencial, principalmente em crises diplomáticas envolvendo nações vizinhas como Venezuela, Bolívia ou Argentina.
“Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”, finalizou o pré-candidato do PSD.
Na mesma ocasião, Flávio Bolsonaro havia divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, que atualmente se encontra em prisão domiciliar. No documento, o ex-presidente declara que Flávio é seu porta-voz e expressa apoio à pré-candidatura do filho.
“O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes”, afirmou Flávio durante sua transmissão ao vivo.
Flávio também leu trechos da carta onde Jair escreveu: “O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”. O ex-presidente ainda reforçou a confiança em seu filho, chamando-o de “meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil”.
