O Itamaraty divulgou nota nesta quinta (23) manifestando preocupação com o anúncio de Daniel Ortega sobre a suspensão das eleições. O governo apelou para a manutenção de votações livres, periódicas e transparentes.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil manifestou, por meio de uma nota divulgada nesta quinta-feira (23), sua preocupação em relação ao anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre a interrupção das eleições no país. A nota ressalta a importância da realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes, que são considerados fundamentais para a democracia, um valor com o qual o Brasil mantém um profundo compromisso.
A nota ainda faz um apelo às autoridades nicaraguenses para que garantam ao povo o direito de escolher seus governantes, reforçando a necessidade de respeitar os princípios democráticos e assegurando que a população tenha voz nas decisões políticas que afetam seu futuro.
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Daniel Ortega, que está no poder há quase 20 anos, declarou em um ato comemorativo do 47º aniversário da Revolução Sandinista, realizado no último domingo (19), que não haverá mais eleições na Nicarágua. O presidente descartou completamente a possibilidade de novas eleições, afirmando que seu objetivo é evitar que a oposição, atualmente no exílio, consiga retomar o poder. “Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, disse Ortega, referindo-se a seus opositores.
Ortega, que completou 80 anos, já havia governado a Nicarágua na década de 1980 e retornou ao poder em 2007. Desde então, sua gestão tem sido marcada por eleições questionadas e por ações que visam anular a concorrência política, incluindo a participação de sua esposa, Rosario Murillo, em sua administração. Essa situação levanta preocupações sobre a saúde da democracia no país e a capacidade da população de escolher seus líderes.
As reações internacionais a essa declaração de Ortega são aguardadas, uma vez que a comunidade global observa atentamente a situação política na Nicarágua e as implicações de uma possível suspensão das eleições para o futuro do país e para os direitos dos cidadãos nicaraguenses.
