O chanceler Mauro Vieira esteve na China para fortalecer laços comerciais e garantir fertilizantes ao agro brasileiro. O encontro aconteceu no 5º Diálogo Estratégico Global, em 1º de junho de 2026.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a parceria estratégica entre Brasil e China se torna cada vez mais relevante em meio às turbulências internacionais. A declaração foi feita durante sua visita a Pequim, onde participou do 5º Diálogo Estratégico Global, realizado na última segunda-feira, 1º de junho de 2026.
Durante a reunião, Vieira se encontrou com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e o ministro do Comércio, Wang Wentao. Em pauta, ele solicitou maior acesso para produtos brasileiros no mercado chinês e garantias de um suprimento estável de fertilizantes, essenciais para a agricultura brasileira. O chanceler também teve um encontro com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, para discutir a ampliação das relações bilaterais.
“A relação entre nossos países é fundamental em tempos de incerteza global e precisamos garantir um comércio justo e acessível”, destacou Vieira durante as conversas.
Segundo informações do Itamaraty, a China se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, absorvendo 27% das exportações brasileiras. Em 2025, o comércio bilateral alcançou a marca de US$ 170,9 bilhões, o que representou o décimo ano consecutivo de recordes nesse setor. A visita de Vieira também coincide com as celebrações do Ano Cultural Brasil-China, que visa fortalecer os laços culturais e comerciais entre os dois países.
Além disso, o ministro ressaltou a abertura do Brasil a novos investimentos chineses em áreas como modernização industrial, transição energética e alta tecnologia. Em 2025, o Brasil foi reconhecido como o maior destino mundial de investimentos produtivos diretos da China, evidenciando a confiança dos investidores chineses no mercado brasileiro.
Durante as conversas, ambos os lados concordaram que houve avanços significativos na relação bilateral, incluindo a decisão de isentar vistos para viagens de curta duração, uma ação que é vista como um passo importante para promover a aproximação entre os povos e incentivar o turismo entre Brasil e China.
