Cerca de 2,5 mil empresas buscaram recuperação judicial em 2025, o maior número em quase uma década. Endividamento das famílias e dívida pública crescente agravam o cenário herdado pelo próximo governo.
O Brasil encerrou 2025 enfrentando um cenário econômico preocupante, com cerca de 2,5 mil empresas em recuperação judicial, o maior número desde 2016, conforme dados da Serasa Experian. Essa situação, que reflete as dificuldades do setor produtivo, acontece em um contexto onde o endividamento das famílias alcançou níveis recordes. A indústria também apresentou perda de dinamismo, e a dívida pública continuou a crescer.
A Edição 326 da Revista Oeste trouxe uma análise abrangente sobre os indicadores econômicos que ilustram os desafios que o próximo governo encontrará. Os dados indicam que aproximadamente 80% das famílias brasileiras estavam endividadas no início de 2026, sendo que 30% delas enfrentavam dificuldades para manter os pagamentos em dia. O cartão de crédito permanece como a modalidade mais utilizada entre os endividados.
No setor produtivo, a situação é igualmente alarmante. Além do aumento nas recuperações judiciais, o Brasil contava com cerca de 9 milhões de CNPJs negativados. A indústria, pressionada por juros elevados e crédito caro, registrou apenas um crescimento modesto, resultando em uma perda significativa de competitividade.
A reportagem também destacou o aumento da carga tributária, que atingiu 32,4% do PIB em 2025, além do crescimento da dívida pública, que chegou a 78,7% do PIB no mesmo ano. Esses números evidenciam um cenário econômico desafiador que o próximo presidente herdará.
Os especialistas apontam que, ao reunir informações sobre empresas, famílias, indústria e contas públicas, é possível entender as razões pelas quais o novo governo terá pela frente um panorama econômico complexo e repleto de desafios.

