A Seleção Brasileira joga nesta sexta (19), na Filadélfia, em partida vital na Copa do Mundo. Ancelotti busca resgatar a confiança da torcida e relançar o Brasil rumo ao título.
Carlo Ancelotti vai buscar reestabelecer a conexão com os torcedores brasileiros quando a Seleção enfrentar o Haiti nesta sexta-feira (19), na Filadélfia. Este será um duelo crucial para que os pentacampeões possam se reerguer na Copa do Mundo da América do Norte.
O técnico italiano, que é o primeiro treinador estrangeiro da Seleção em seis décadas, foi recebido com entusiasmo pelos brasileiros há um ano. Os impressionantes feitos e títulos conquistados por ele na Europa lhe conferiram a confiança necessária para liderar uma equipe que, nos últimos anos, tem se afastado do topo do futebol mundial.
Ancelotti, de 67 anos, retribuiu a acolhida dos brasileiros com visitas ao famoso Carnaval e a pontos turísticos do Rio de Janeiro, além de gravar comerciais e se dedicar a aprender português, embora, na verdade, seu domínio da língua ainda seja uma mistura de português e espanhol, o que ele mesmo chamou de “portunhol”.
Entretanto, a relação entre o treinador e os torcedores começou a passar por dificuldades após a estreia decepcionante contra o Marrocos, que terminou em um empate de 1 a 1. A única forma de restaurar essa relação é com uma vitória sobre o Haiti, que marcará o encerramento da segunda rodada do Grupo C.
Após a atuação insatisfatória diante dos “Leões do Atlas”, Ancelotti recebeu críticas pela primeira vez desde que assumiu o comando da Seleção. Personalidades do futebol, jornalistas e torcedores expressaram suas preocupações com o desempenho da equipe, que tem mostrado um futebol fraco desde sua estreia, além de limitar as oportunidades para jovens talentos como os atacantes Endrick e Rayan.
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“Percebe-se que no Brasil não há um jogo sólido, um jogo coletivo, de equipe, como estávamos acostumados a ver nas equipes do Ancelotti”, afirmou o ícone Zico.
O treinador assumiu em um momento desafiador, com o Brasil lutando para garantir sua participação na Copa do Mundo, e após a saída de Tite, o país teve três treinadores diferentes. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também estava enfrentando uma crise, que resultou na saída do presidente Ednaldo Rodrigues, com quem Ancelotti havia negociado sua vinda.
Apesar das polêmicas, o italiano conseguiu garantir a classificação para a América do Norte, mas o fraco desempenho na estreia acendeu um alerta sobre uma seleção que não conquista o título mundial desde 2002. Ancelotti reconheceu a necessidade de melhorar a equipe e, durante a semana, testou diversas variações táticas, incluindo a possibilidade de deixar jogadores como Casemiro e Raphinha no banco.
O lateral Danilo, que pode ser titular no próximo jogo, comentou: “A estreia assustou… Existia muita expectativa interna em fazer um jogo grande, de domínio, de pressão. Quando acontece o contrário, não é fácil de gerir”.
O confronto contra o Haiti, que disputa sua primeira Copa do Mundo desde 1974, é visto como uma chance ideal para a Seleção recuperar sua confiança e postura. No entanto, o torneio já demonstrou que pode trazer surpresas, como a Espanha e Portugal, que empataram com adversários considerados mais fracos.
“Não podemos nos permitir pensar que, por ser o Haiti, vamos goleá-los. Temos que manter os pés no chão, ser humildes e saber que os três pontos são o mais importante neste momento”, ressaltou o lateral Douglas Santos.
O Haiti, por sua vez, teve um retorno promissor ao Mundial, apesar de ter perdido por 1 a 0 para a Escócia, o que torna a partida contra o Brasil ainda mais imprevisível.
