Brasil Contra o Crime Organizado recebe R$ 11 bi para segurança
Brasil Contra o Crime Organizado é o programa federal anunciado em 12 de maio de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que destinará R$ 11 bilhões à segurança pública. Do total, R$ 1 bilhão virá do Orçamento da União e R$ 10 bilhões serão financiados aos estados por meio de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Eixos estratégicos miram finanças, presídios e investigação
A iniciativa foi elaborada em diálogo com governadores, especialistas e forças policiais e se sustenta em quatro frentes:
• asfixia financeira das organizações criminosas;
• fortalecimento da segurança no sistema prisional;
• qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios;
• combate ao tráfico de armas.
Foco em sufocar a estrutura econômica das facções
Em coletiva anterior ao lançamento, Lula afirmou que “é necessário destruir o potencial financeiro do crime organizado”, destacando que facções atuam como multinacionais infiltradas em vários setores. Segundo o governo, a prioridade é rastrear recursos, bloquear bens e impedir a circulação de capitais ilícitos.
Recursos condicionados à adesão dos estados
O pacote será formalizado por decreto presidencial e quatro portarias. Para acessar o financiamento do BNDES, governadores deverão aderir formalmente ao programa e apresentar planos de ação alinhados aos eixos estratégicos. De acordo com o BNDES, as taxas e prazos seguirão condições diferenciadas para projetos de segurança pública.
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Integração internacional contra o crime transnacional
Após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 7 de maio, Lula declarou que o Brasil está disposto a cooperar com outros países no combate a facções que operam além das fronteiras nacionais. O Ministério da Justiça pretende ampliar acordos de troca de informações e operações conjuntas, sobretudo no enfrentamento ao tráfico de armas.
Próximos passos
O governo prevê a publicação do decreto regulamentador nas próximas semanas. A partir daí, os estados terão prazo para aderir e submeter projetos. A expectativa é que os primeiros financiamentos sejam liberados ainda em 2026, com prioridade para unidades federativas que apresentem maiores índices de violência letal.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
