Bombardeio em Teerã mata Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã. O ataque aéreo de 28 de fevereiro atingiu o distrito de Narmak, na região leste da capital, e provocou a morte do ex-líder iraniano de 69 anos e de seus guarda-costas, segundo a agência estatal Iranian Labor News Agency (ILNA).
Autoridades iranianas entre as vítimas
Além de Mahmoud Ahmadinejad, a mídia oficial confirmou o óbito de figuras centrais do governo. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo há 36 anos, o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe da Guarda Revolucionária, major-general Mohammad Pakpour, não resistiram aos bombardeios. O ataque, conduzido por forças dos Estados Unidos e de Israel, ampliou a já tensa escalada militar na região.
Contexto do ataque
Os bombardeios começaram no fim de fevereiro, quando Washington e Tel Aviv alegaram necessidade de “neutralizar ameaças estratégicas” provenientes do Irã. Especialistas ouvidos pela Reuters apontam que a operação marca uma das maiores ofensivas conjuntas contra alvos iranianos desde 2020 (Reuters).
Trajetória de Ahmadinejad
Presidente entre 2005 e 2013, Mahmoud Ahmadinejad ganhou relevância internacional ao adotar postura confrontadora diante do Ocidente e ao defender o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Em novembro de 2009, realizou visita oficial ao Brasil, onde se reuniu com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apoiou o pleito brasileiro por uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Repercussão global
Líderes de diferentes países manifestaram preocupação com possíveis desdobramentos militares. Observadores internacionais lembram que a morte simultânea de altos dirigentes iranianos pode gerar instabilidade política interna e pressionar aliados regionais a se posicionar.
Com as Forças Armadas iranianas em alerta, analistas consideram provável uma resposta assimétrica contra interesses norte-americanos e israelenses no Golfo Pérsico. A ONU, por meio de nota, pediu “máxima contenção” para evitar escalada regional.
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Crédito da imagem: REUTERS/Raheb Homavandi
Fonte: Agência Brasil
