Lula participou dos 74 anos do BNDES e lançou novas iniciativas para fortalecer a indústria nacional. O programa aposta em inovação, sustentabilidade e transição ecológica como pilares do crescimento.
No dia 22 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia que celebrou os 74 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante o evento, foram anunciadas novas iniciativas que visam fortalecer a indústria brasileira, promover inovação, e apoiar a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável.
O presidente Lula enfatizou a importância do BNDES e a confiança restabelecida em sua equipe técnica. Ele destacou:
“O que estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais aquele discurso atrasado entre a competência privada e pública. O que é público e que funciona tem que continuar público e funcionando, o que é privado e funciona, tem que continuar sendo privado e funcionando. O que importa é que os dois produzam”.
Com um novo aporte de R$ 140 bilhões, a política Nova Indústria Brasil (NIB) ultrapassará R$ 750 bilhões em investimentos entre 2023 e 2026. Desses recursos, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES e R$ 37,5 bilhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os investimentos são direcionados para setores estratégicos como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos, biofármacos, mobilidade sustentável, inteligência artificial e tecnologias duais.
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O objetivo principal é fortalecer a soberania produtiva nacional, aumentar a inovação e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Durante a cerimônia, foi também lançado o portal Investe Indústria Brasil, uma plataforma que funcionará como um mapa da política industrial, permitindo a identificação de intenções de investimento e gargalos setoriais.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o aumento do financiamento a projetos de sustentabilidade por meio do BNDES Verde.
“O Fundo Clima aprovava uma média, no período anterior, de R$ 386 milhões por ano. Nós estamos fazendo agora R$ 25,6 bilhões por ano. Nós retiramos da economia, nesse período, com o Fundo Clima, 187 milhões de toneladas de CO2”, registrou Mercadante.
Ao longo do evento, foi anunciada uma parceria entre o BNDES e a Petrobras, focada em pesquisa e inovação relacionada a minerais críticos e estratégicos. A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou a importância dos minerais críticos para a eletrificação e o potencial do Brasil nesse mercado.
Além disso, foi apresentado o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, que visa a compra de créditos de carbono gerados pela restauração de áreas degradadas na Amazônia. O leilão deve mobilizar R$ 450 milhões em investimentos e gerar 6,3 mil empregos verdes.
A ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacaram a relevância do BNDES em processos de transformação econômica e social no Brasil, frisando a necessidade de um planejamento estratégico para garantir a soberania nacional.
