O BC revisou as contas externas e aumentou o déficit das transações correntes de 2025 para US$ 67,4 bilhões, ante US$ 66,7 bilhões. A relação déficit/PIB subiu de 2,93% para 2,96%.
O Banco Central (BC) revisou as estatísticas das contas externas brasileiras e informou nesta segunda-feira, 28, que o déficit das transações correntes em 2025 foi de US$ 67,4 bilhões, acima dos US$ 66,7 bilhões calculados inicialmente.
As transações correntes reúnem as operações do país com o exterior, como comércio de bens e serviços, além de pagamentos e recebimentos de rendas. Em termos simples, o resultado indica se entrou ou saiu mais dinheiro do Brasil nessas operações.
Com a revisão, a relação entre o déficit e o Produto Interno Bruto (PIB) também foi ajustada: passou de 2,93% para 2,96% do PIB.
Apesar do aumento do déficit, o BC informou que os investimentos estrangeiros diretos (IDP) em 2025 ficaram maiores do que o calculado anteriormente. O valor foi revisado de US$ 77,7 bilhões para US$ 85 bilhões, um acréscimo de US$ 7,4 bilhões. A relação do IDP com o PIB subiu de 3,41% para 3,73%.
Entre as principais alterações divulgadas pelo BC está a revisão do superávit da balança comercial de bens, que passou de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões. Segundo a instituição, essa alteração ocorreu por causa da revisão das estatísticas da balança comercial compiladas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O BC também detalhou mudanças em contas específicas: o déficit da conta de serviços aumentou em US$ 1,6 bilhão, passando de US$ 52,2 bilhões para US$ 53,8 bilhões. Já o déficit da renda primária foi reduzido de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.
Além dos números de 2025, a instituição revisou dados de 2026. Entre janeiro e julho de 2026, o déficit das transações correntes foi ajustado de US$ 36 bilhões para US$ 38,5 bilhões. No mesmo período, os investimentos estrangeiros diretos foram revisados de US$ 54,4 bilhões para US$ 57 bilhões.
Outras revisões para o período de janeiro a julho incluem o déficit na conta de serviços, que passou de US$ 32,7 bilhões para US$ 33,5 bilhões, e o resultado negativo da conta financeira, que aumentou de US$ 38 bilhões para US$ 40,5 bilhões.
Considerando os 12 meses encerrados em julho de 2026, o déficit das transações correntes foi revisado de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões. No mesmo intervalo, o investimento estrangeiro direto foi ajustado de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.
Os ajustes divulgados pelo Banco Central mostram alterações pontuais nas estatísticas externas, com impacto nas principais contas do balanço de pagamentos e nas relações desses fluxos com o PIB.

