Bahia sem vencer há um mês vive pior sequência desde 2024 abre um período de alerta no Tricolor, que já soma seis partidas sem triunfo e registra sua pior série negativa desde a temporada de 2024.
Bahia sem vencer há um mês vive pior sequência desde 2024
Jejum de 35 dias escancara crise de resultados
O último resultado positivo do Esquadrão ocorreu em 11 de abril, quando virou sobre o Mirassol por 2 × 1 no interior paulista. De lá para cá, foram dois empates e quatro derrotas consecutivas:
- Remo 2 × 1 Bahia
- Bahia 1 × 2 Cruzeiro
- São Paulo 2 × 2 Bahia
- Bahia 2 × 2 Santos
- Bahia 1 × 3 Remo
- Flamengo 2 × 0 Bahia
A série iguala o maior jejum vivido em 2024, também sob comando de Rogério Ceni, e interrompe a evolução observada em 2025, quando o time não passou de quatro jogos sem vencer.
Defesa frágil e início de temporada preocupante
Diferentemente de anos anteriores, em que as oscilações ocorriam na reta final das competições, a instabilidade apareceu logo no primeiro semestre de 2026. A defesa, que mantém média de dois gols sofridos por confronto, foi determinante para eliminações prematuras na fase prévia da Libertadores diante do O’Higgins e na quinta fase da Copa do Brasil contra o Remo.
Segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol, a equipe já perdeu duas metas traçadas para 2026 e agora deposita todas as fichas no Campeonato Brasileiro.
Queda na tabela do Brasileirão 2026
No torneio nacional, o Tricolor completou quatro rodadas sem vitória e caiu para o sexto lugar com 22 pontos. A vantagem para o 11.º colocado é de apenas três pontos, intensificando a pressão antes do duelo diante do Grêmio, marcado para a Arena Fonte Nova em 17 de maio.
Comparação histórica reforça a pressão sobre Ceni
Entre julho e agosto de 2024, o Bahia também ficou seis jogos sem triunfar; depois, entre outubro e novembro daquele mesmo ano, viveu sequência ainda pior de sete partidas. Na época, o cansaço provocado pela maratona de jogos foi apontado como vilão. Em 2026, a explicação passa por fragilidade emocional e falhas de marcação que já custaram resultados decisivos.
Ceni reconhece dificuldades ofensivas e defensivas, mas confia em reação rápida para evitar que o colapso atual repita os piores momentos pré-SAF, quando séries de seis jogos sem vitória eram frequentes.
Com o calendário de mata-mata encerrado e o Brasileirão como única frente, a partida contra o Grêmio torna-se decisiva para quebrar o jejum e reduzir a pressão nos bastidores.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: EC Bahia
