Bahia tem a SAF mais madura do Brasil, avalia ex-diretor
Bahia tem a SAF mais madura do Brasil, avalia ex-diretor. Em entrevista divulgada recentemente no Charla Podcast, Eduardo Freeland, último diretor de futebol do Esporte Clube Bahia antes da venda ao Grupo City, afirmou que o modelo de Sociedade Anônima do Futebol adotado pelo clube “é o mais amadurecido do país”.
Contexto da declaração
Freeland comandou o departamento de futebol do Tricolor de Aço até o fim de 2022, período que antecedeu a concretização da negociação com o conglomerado que já controla equipes como Manchester City e Girona. Durante o bate-papo, o dirigente elogiou a forma como o City Football Group se estrutura em cada clube que administra, ressaltando a longevidade dos profissionais e a clareza dos processos internos.
Cultura de longo prazo
Segundo o executivo, a maturidade da SAF do Bahia deriva dos “muitos anos” de experiência do Grupo City na gestão de clubes ao redor do mundo. Ele citou o CEO Ferran Soriano como exemplo de estabilidade, lembrando que o espanhol coordena todas as franquias do conglomerado há mais de uma década. “Eles não chegam prometendo títulos imediatos; trabalham para ajustar expectativas e construir resultados sustentáveis”, resumiu.
Confiança em Rogério Ceni
Um dos pontos destacados por Freeland foi a confiança pública oferecida a Rogério Ceni. Mesmo após a oscilação vivida na temporada passada, Soriano garantiu à TV Bahia que o treinador permanecerá no cargo até dezembro de 2026. Para o ex-diretor, esse respaldo cria “paz interna” e permite que o técnico implante seu método sem pressão por resultados instantâneos.
Processos, profissionais e recursos
Além da injeção de capital, o dirigente frisou que o Bahia conta com processos “muito bem definidos” e profissionais de alto nível. Ele citou o executivo de futebol Cadu Santoro, com quem trabalhou em 2022, como exemplo de “gestor qualificado” alinhado à filosofia do Grupo City. Para Freeland, a conquista de títulos deverá ser consequência natural de um ambiente que combina metodologia, recursos financeiros e estabilidade de comando.
Comparações com outros modelos
Freeland comparou o planejamento do Bahia com a experiência recente do Botafogo, que liderou boa parte do Campeonato Brasileiro de 2024, mas perdeu fôlego na reta final. Na visão do executivo, a diferença está justamente na maturidade dos processos: “Não se trata de ganhar todos os anos, mas de criar fundamentos sólidos, como fez o Palmeiras nos últimos ciclos”, disse.
O crescimento das SAFs no Brasil tem chamado a atenção de analistas de mercado esportivo. De acordo com estudo publicado pelo ge.globo.com, o modelo já reúne mais de 350 mil sócios-torcedores em todo o país, movimentando cifras que ultrapassam R$ 2,5 bilhões.
Para Freeland, o sucesso do Bahia será medido pela capacidade de manter o planejamento em longo prazo. “Quando a cultura é forte, o título chega porque há um ‘porquê’ muito claro”, concluiu.
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Crédito da imagem: Charla Podcast
Fonte: Futebol Baiano
