Bahia perde para Coritiba: Ceni critica desatenção coletiva foi o tom adotado pelo técnico Rogério Ceni ao analisar a derrota do Esporte Clube Bahia por 3 a 2 para o Coritiba, na última segunda-feira (25 de maio de 2026), no Estádio Couto Pereira, pela 17ª rodada da Série A.
Bahia perde para Coritiba: Ceni critica desatenção coletiva
O confronto começou equilibrado. Mesmo recuando as linhas, o Bahia encontrou espaço para abrir o placar com Erick Pulga, depois de assistência trabalhada pelo lado esquerdo. Segundo Ceni, a estratégia inicial previa bolas longas para escapar da marcação alta do adversário, plano executado com relativa eficácia até o intervalo.
“Controlamos bem o primeiro tempo. O timing defensivo do zagueiro Victor Cuesta sobre Breno Lopes foi importante”, avaliou o treinador. Ainda antes do intervalo, o goleiro titular se lesionou e obrigou a equipe a queimar uma substituição, fator que, para Ceni, dificultou ajustes posteriores.
No retorno dos vestiários, o cenário mudou. Bruno Melo empatou de cabeça após cobrança de escanteio, e, pouco depois, Lavega virou a partida em jogada praticamente idêntica. “Foram dois gols de bola alçada na área, lances que treinamos exaustivamente”, lamentou o técnico. O Bahia ainda voltou a marcar com Everaldo, mas Breno Lopes, em contra-ataque, definiu o placar a favor do Coxa.
Para Ceni, a principal causa da derrota foi a “desatenção coletiva” nos momentos decisivos. “Entregamos a vantagem que levamos tanto tempo para construir. Pode ser falta de confiança, mas precisamos reagir”, concluiu. O treinador também ressaltou que o terceiro gol escapa ao padrão defensivo habitual da equipe. “Não matamos a jogada no rebote, e o Coritiba adora esse tipo de transição”, completou.
Com o revés, o Bahia permanece com 23 pontos e cai para a 8ª colocação, enquanto o Coritiba chega a 26 e assume o 6º lugar, um ponto abaixo do G-4. A classificação oficial pode ser conferida no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), referência para estatísticas da competição.
Apesar do tropeço, Ceni evitou falar em mudanças drásticas. Ele reforçou que o elenco “precisa de equilíbrio emocional” para evitar erros não forçados e revelou que já prepara sessões específicas para corrigir a bola aérea defensiva antes do próximo compromisso.
No vestiário, a derrota teve impacto direto no clima. Jogadores reconheceram a necessidade de “reagir rapidamente” para não se afastar ainda mais da zona de classificação à Libertadores. A comissão técnica pretende reintegrar o elenco aos treinos em tempo reduzido, pois a 18ª rodada acontecerá poucos dias depois.
Para o torcedor, a mensagem é clara: o Bahia continua competitivo, mas não pode mais “ceder gols” em falhas simples. A meta agora é retomar o caminho das vitórias e manter viva a ambição de brigar no pelotão de cima.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
