Bahia chega a oito jogos sem vencer e iguala pior marca da era SAF ao sofrer revés para o Coritiba em 26 de maio de 2026, resultado que escancara a crise técnica do elenco tricolor e pressiona o trabalho de Rogério Ceni.
Bahia chega a oito jogos sem vencer e iguala pior marca da era SAF
A derrota por 3 a 2 diante do Coritiba, válida pela Série A, ampliou para oito jogos sem vencer a atual sequência negativa do Esporte Clube Bahia. O número repete o recorde indesejado registrado por Renato Paiva em 2023, na primeira temporada do clube sob administração da SAF.
Desde o início da série, o Bahia coleciona cinco derrotas e três empates, o que representa aproveitamento de apenas 12,5%. O rendimento defensivo chama atenção: foram 17 gols sofridos, média superior a dois por partida. Somente contra o Grêmio, em empate por 1 a 1, a zaga permitiu menos de dois tentos.
Os duelos que compõem o período sem triunfo são:
- Coritiba 3 x 2 Bahia
- Bahia 1 x 1 Grêmio
- Remo 2 x 1 Bahia – Copa do Brasil (ida)
- Bahia 1 x 2 Cruzeiro
- São Paulo 2 x 2 Bahia
- Bahia 2 x 2 Santos
- Bahia 1 x 3 Remo – Copa do Brasil (volta)
- Flamengo 2 x 0 Bahia
Comparação com o histórico de Renato Paiva
Em 2023, Paiva enfrentou duas séries idênticas de oito jogos sem vitória entre maio e julho. Na época, cada bloco somou cinco empates e três derrotas, números ligeiramente melhores do que os atuais de Ceni. Mesmo assim, o português permaneceu no cargo até pedir demissão quatro partidas depois do segundo jejum, encerrando sua passagem em agosto daquele ano.
A temporada de 2025 marcou um ponto fora da curva: o Bahia jamais ficou mais de quatro jogos sem ganhar, apesar de ter disputado 80 compromissos – o calendário mais extenso do clube em décadas. O momento atual, portanto, interrompe a evolução registrada no ano anterior.
Pressão crescente sobre Rogério Ceni
Contratado em setembro de 2023 para suceder Paiva, Ceni vinha mantendo sequências curtas de maus resultados até o recente colapso. Agora, volta a viver questionamentos parecidos com os enfrentados por seu antecessor. Segundo levantamento do ge.globo.com, o Bahia caiu da metade superior da tabela para a zona de ameaça no Brasileirão, além de ter sido eliminado da Copa do Brasil pelo Remo.
Internamente, a diretoria reconhece a necessidade de reação imediata para evitar que a temporada repita os percalços de 2023. Mudanças táticas e eventuais contratações durante a próxima janela são avaliadas, mas o técnico ainda conta com respaldo para tentar a recuperação.
Com a pausa de dez dias antes do próximo compromisso na Série A, o elenco terá tempo para ajustes defensivos, setor mais exposto na sequência atual. A torcida, no entanto, demonstra impaciência e promete protestos caso o time não reencontre o caminho das vitórias.
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Crédito da imagem: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
