Governo da Bahia, UPB e SRI/PR se reuniram em Salvador para articular medidas contra os impactos do El Niño no ciclo 2026/2027. O encontro, com o governador Jerônimo Rodrigues, visa antecipar ações para proteger agricultura e abastecimento.
O Estado da Bahia, a União dos Municípios da Bahia (UPB) e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) reuniram representantes das esferas federal e municipal nesta terça-feira (1º), no auditório da UPB, em Salvador. O encontro contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e teve como foco a preparação para os possíveis impactos do El Niño no ciclo 2026/2027.
O fenômeno, que altera os padrões de chuva e temperatura, pode intensificar períodos de seca e estiagem no Nordeste. A iniciativa buscou antecipar medidas e organizar a atuação dos órgãos públicos diante de cenários que incluem escassez hídrica e aumento do risco de incêndios.
Para orientar o trabalho, o Estado criou um comitê responsável pela construção do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O documento reunirá medidas emergenciais e continuadas nas áreas de segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, defesa civil e prevenção e combate a incêndios.
Entre as ações previstas, está o enfrentamento à escassez hídrica, que poderá ser acionado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), conforme a necessidade. Também foram contempladas medidas voltadas à agricultura familiar, com iniciativas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, além do reforço às estratégias de prevenção e combate aos incêndios.
Os municípios participam da preparação por meio da definição de protocolos e procedimentos para situações de emergência. A proposta apresentada foi estabelecer previamente as responsabilidades de cada esfera de governo e os mecanismos de atuação conjunta, com o objetivo de reduzir sobreposição de ações e agilizar respostas locais.
“Quando trabalhamos previamente na definição dos protocolos, conseguimos identificar as necessidades de cada município e estabelecer como será a atuação conjunta em uma situação de emergência. Isso permite uma resposta mais rápida e organizada”.
Além da organização técnica, o comitê terá a responsabilidade de integrar informações e alinhar recursos entre União, Estado e municípios, criando rotinas que possam ser ativadas em função dos cenários previstos para o ciclo 2026/2027. A articulação busca também priorizar populações mais vulneráveis e regiões com histórico de escassez hídrica.
O formato do plano prevê ações tanto de curto prazo — medidas emergenciais para responder a crises pontuais — quanto de médio e longo prazo, com estratégias que visem fortalecer a resiliência de comunidades rurais e urbanas frente a variações climáticas.
O encontro em Salvador marcou o início formal dessa construção coletiva, com a expectativa de que o plano sirva como guia para a atuação integrada das instituições no enfrentamento dos riscos associados ao El Niño no próximo ciclo.



