Bahia mantém percentuais em vendas de atletas como forma de garantir receitas adicionais nas futuras transferências de jogadores negociados com clubes do Brasil e do exterior, consolidando um modelo que prioriza sustentabilidade financeira e valorização de ativos.
Bahia mantém percentuais em vendas de atletas para lucrar no futuro
Nos recentes acordos fechados pela Sociedade Anônima do Futebol tricolor, a cláusula que preserva de 10% a 50% dos direitos econômicos tornou-se um ponto inegociável. A política foi adotada com mais rigor desde a chegada do Grupo City e tem como meta participar de eventuais revendas, independentemente dos valores iniciais recebidos.
Casos práticos da nova política
A estratégia ficou evidente na transferência do volante Miqueias ao futebol do Cazaquistão. Prestes a poder assinar pré-contrato gratuito, o atleta foi liberado sem custo imediato, mas o Bahia reteve 50% dos seus direitos, apostando em retorno financeiro caso ele se destaque.
Negociações de maior porte seguiram a mesma lógica. No acerto com o Sporting, Biel rendeu R$ 48 milhões e deixou 30% ao clube baiano. Já Lucho Rodríguez foi vendido ao Neom SC por R$ 120 milhões, com a mesma fatia reservada. Outros exemplos:
- Tiago – R$ 38 milhões pagos pelo Orlando City, 25% retidos;
- Rafael Ratão – R$ 12 milhões do Shanghai Shenhua, 10% mantidos;
- Diego Rosa e André – 50% preservados em acordos sem valores divulgados;
- Matheus Bahia – transferido ao Internacional por R$ 6 milhões, com 40% garantidos;
- Ryan, Juninho, Dênis Júnior e Jota – percentuais entre 30% e 50% assegurados.
Cláusulas de desempenho elevam potencial de ganhos
Além dos jovens, atletas experientes também são negociados com gatilhos de bônus. Vitor Hugo, de 34 anos, pode render até R$ 6 milhões extras se atingir metas estipuladas com o Atlético-MG. Situação similar ocorre com Rezende, cuja passagem pelo Qingdao West Coast envolve pagamentos escalonados.
No caso de Cauly, emprestado ao São Paulo, existe obrigação de compra de 50% dos direitos por R$ 12,3 milhões após 25 partidas. Caso alcance 40 jogos, os paulistas devem adquirir mais 25%, somando 600 mil euros, e ainda há possibilidade de bônus adicionais de 500 mil euros.
Modelo segue tendência internacional
Segundo a FIFA, clubes formadores de todo o mundo utilizam retenção de percentuais para ampliar receitas a médio e longo prazo. O Bahia, agora integrado a uma rede global de monitoramento, escolhe destinos considerados ideais para rápida valorização, reduzindo riscos e elevando o teto de retorno.
Ao optar por fatias menores no presente e participação em revendas, o Tricolor de Aço muda o patamar de suas operações, assegurando fluxo de caixa futuro e protegendo-se de eventuais explosões de mercado de atletas revelados em sua base ou adquiridos a baixo custo.
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Crédito da imagem: Divulgação/EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
