Bahia pode lucrar com vendas futuras de jogadores em 2025 — O Esporte Clube Bahia incluiu percentuais de revenda e bônus de desempenho nas negociações de Tiago, Lucho Rodríguez, Biel e outros atletas, projetando receitas adicionais nos próximos anos.
Bahia pode lucrar com vendas futuras de jogadores em 2025
A estratégia adotada pelo Bahia pode lucrar com percentuais de revenda, assegurando 25% a 50% dos direitos econômicos de vários jogadores. O modelo ganhou força em 2025, quando o clube encerrou as três maiores transferências de sua história — Tiago para a Major League Soccer, Lucho Rodríguez para o NEOM SC e Biel para o Sporting Lisboa — sem abrir mão de participação em negócios futuros.
No caso do atacante Tiago, transferido ao futebol norte-americano, o Tricolor manteve 25% dos direitos econômicos. Caso o atleta seja negociado dentro da MLS ou com clubes europeus, o Bahia terá direito a parte do valor, ampliando a receita além dos preços já recebidos.
O uruguaio Lucho Rodríguez rendeu mais de R$ 120 milhões na venda ao NEOM SC, da Arábia Saudita. Mesmo com o montante recorde, o clube baiano preservou 25% dos direitos, apostando em uma futura transferência do atacante para a Europa — possibilidade vista como provável pelo estafe do jogador.
Já Biel, negociado por R$ 48 milhões, permaneceu com 30% atrelados ao Esquadrão. O atacante está emprestado ao Atlético-MG e tem cláusula de compra automática caso cumpra metas de participação, o que pode gerar novo lucro em 2026, igual ao valor originalmente pago pelo Sporting Lisboa.
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A política de participação também envolve atletas com menos espaço no elenco principal. O lateral Ryan Nascimento foi cedido ao Estrela Amadora com o Bahia mantendo 30% dos direitos, enquanto o meia André se transferiu para o Londrina com 50% ainda vinculados ao clube baiano. Nessas negociações, o time ainda se beneficia do mecanismo de solidariedade previsto pela FIFA, que destina parte das futuras vendas aos clubes formadores.
Segundo dirigentes tricolores, a postura firme em mesa de negociação reforça a solidez financeira do projeto e cria uma rede de receitas recorrentes. A manutenção de percentuais, aliada a bônus por metas de performance, reduz a dependência de vendas imediatas e valoriza os ativos desenvolvidos no CT Evaristo de Macedo.
Além de garantir fluxo de caixa no longo prazo, o modelo eleva o patamar de barganha do Bahia em transações futuras, já que clubes estrangeiros reconhecem a capacidade do Tricolor de reter talentos até que propostas financeiramente vantajosas apareçam.
Com múltiplas cláusulas ativas, o Bahia observa atentamente o desempenho de seus ex-atletas em 2025 e 2026. Qualquer valorização no mercado internacional pode resultar em novas entradas de capital, reforçando o orçamento para investimento em categorias de base e contratações estratégicas.
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Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
